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Diário de Bordo de 16 de Dezembro de 2011

 

Hoje falamos do nosso concurso de blogocontos, de blogues e do seu universo.

 

Encerrámos a recepção  ontem à meia-noite e recebemos mais de 40 trabalhos, vindos de colaboradores e de visitantes. Para primeira experiência não parece ser um mau resultado. Falamos apenas da quantidade, pois sobre a qualidade será o júri a pronunciar-se.

 

O conceito de blogoconto, de blogonovela, de artigos adequados a este meio que ainda mal completou a primeira década, vai demorar tempo. Os colaboradores transportam para os blogues e sítios os hábitos que trazem da sua prática de escrita noutros contextos – jornalísticos, literários, académicos… Medem a extensão da sua escrita em páginas, sabendo-se que «página» não é um conceito objectivo, pois depende do tipo e do corpo de letra utilizados, do espaço entre linhas.

 

Novos meios, novos suportes, exigem novas formas de escrever. Sabemos que este meio não terá a duração de outros que o antecederam, pois novas tecnologias em breve tornarão blogues e sítios em peças de museu. Um jornalista brasileiro dizia há pouco tempo que «os blogues e redes sociais, são coisas de velhos». Talvez tenha razão. Mas deve ser um jovem que ainda não se apercebeu de que da juventude à velhice vai um pequeno passo. E esse passo está a ser dado com os blogues continuando a crescer à meteórica velocidade.

 

Embora o conceito tenha sido criado em 1997 – weblog o que abreviado deu blog e aportuguesado blogue, só em 2000, com a introdução do permalink (ligação permanente), permitindo a cada blogue uma localização permanente, URL. Actualmente, a maioria dos blogs é compatível com o recurso de inserção de imagens, vídeos, áudio nos artigos. Outra inovação deste meio é o de permitir uma interacção do visitante, opinando sobre os artigos publicados. Os comentários são ideias em movimento (quando veiculam ideias, claro).

 

O conteúdo dos blogues está sujeito às mesmas regras legais de outros meios, incluindo a protecção do direito do autor. No entanto, a blogosfera transformou-se numa selva. O escritor e jurista Luiz Francisco Rebello, falecido há dias, encabeçava uma equipa que preparava legislação específica para este meio. Alguém deve continuar esse trabalho, pois as «liberdades» são as piores inimigas da Liberdade. 

 

O nosso concurso de blogocontos foi um êxito. O júri começa hoje a análise dos textos. Ao Manuel Simões, António Gomes Marques, António Baptista Lopes e Hélder Costa desejamos um bom trabalho. 

 

 

 

 

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