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A CRIANÇA E A SUA MENTE CULTURAL – por Raúl Iturra

 A Nação Mapuche não comemorava o Natal, não tinha essa tradição, até a invasão hispânica do Século XVI. Com

todo, o Natal era apenas uma festa derivada dos seus hábitos de surpreender aos seus amigos e parentes aparecendo sem aviso. A festa era denominada Malón, palavra mapudungun que em castelhano e português significa surpreender para festejar ou atacar.

 

Com a contida conversão ao cristianismo, o Advento passou a ser dia de Natal. Desde o dia da minha infância, assisti a muitos como toda felicidade, nas nossas terras. Éramos aceites e passávamos dia após dia a comer, beber molho de milho ou chicha na sua língua, até se esgotarem as provisões e o cansaço não permitia comemorar mais. Diz José Luís Vargas na sua entrevista a jovens Mapuche: En el último tiempo, la celebración de la festividad navideña se ha hecho presente dentro de algunos sectores pertenecientes al mundo mapuche. Esto, producto de la asimilación religiosa que ha experimentado este pueblo desde los tiempos de la colonia hasta la actualidad. Razón por la cual algunos mapuche han incorporado esta práctica católica, conocida como “Pascua” o “Navidad, propia del mundo occidental.

 

Sin embargo, ¿Qué tan hondo ha calado esta tradición navideña dentro de los jóvenes mapuche? Este humilde servidor, entrevistó a algunos jóvenes mapuche para conocer qué percepción tenían ellos y qué pensaban sobre esta fecha.xx Según Carla Guaquin, joven Huilliche de Chilwe Huapi (isla de Chiloé), existe una diferencia cultural entre los Huilliche (mapuche del sur) y los mapuche (IX región): “El hilliche es distinto al mapuche, yo ya ni lo celebro. Esa es una fiesta para los niños, la navidad es católica no tiene que ver con los mapuche, por lo que me he dado cuenta ahora último. Antes era un fiesta normal, pero un huilliche tiene todo mezclado en sus cabezas, la espiritualidad que tiene el mapuche no la tenemos nosotros por lo tanto esa fiesta puede ser aceptada con normalidad”. Señala.

 

Por otro lado, Marcos Cuyul, también oriundo de Chiloé, manifiesta que si bien la navidad, es una práctica que se ha incorporado dentro de la cotidianidad de algunos mapuche, no es una celebración propia del mapuche: “creo que no podría celebrar algo que no me pertenece, que no es propia de la cultura de mi pueblo. Navidad con el auto reconocimiento como indígenas, ha dejado de ser importante para mi”, manifiesta.

 

Mais história, em: http://www.laopinon.cl/admin/render/noticia/17988 Conhecido é que o autor do presente texto não tem sentimentos de fé. Conhecido é, também, que foi educado dentro das ideias ocidentais que, por acaso histórico, são cristãs. Ideias que são partilhadas, não apenas pelos cristãos romanos, arménios, ortodoxos gregos ou russos, libaneses, maronitas ou de outros países orientais, em paz e convívio com os muçulmanos, essa grande maioria com quem o Ocidente comunga a mesma Bíblia. Bíblia designada pelos Muçulmanos El Alcorão, texto ditado, por desconhecimento da escrita, pelo Patriarca Maomé a sua filha Fátima. Entre os cristãos romanos, anglicanos e presbiterianos, introduzida entre os Mapuche, a Bíblia usada foi sendo escrita pelos reis da Palestiniana, por mulheres corajosas que lutaram pela sua liberdade, como Judite, e por sacerdotes ou reis que sabiam da História Palestiniana e ditaram as suas leis e pelos invasores hispânicos do povo Mapuche, convertidos ao cristianismo pelos jesuítas que aprendiam sua língua e os seus costumes. Porém, é preciso conhecer a mente cultural das crianças para entender como o Natal, denominado pelos Mapuche Navidad ou Páscoa, passou a ser uma festa religiosa mapudungun, como tenho narrado antes, na parte do texto e Castelhano, entrevista de um jornalista aos jovens Mapuche, que introduziram a Bíblia, após as tentativas jesuítas, com imenso sucesso entre outros Mapuche novos e os lonco, ou os mais velhos, sendo lonco em Português e Castelhano, Chefe e o pai que manda em casa ou nas várias casas que possuem: a sua lei permite-lhes o convívio e a paternidade com sete mulheres, o que o Estados em que habitam, o Chile e a Argentina, têm sido aprovados na lei debatidas nos congressos do Chile e da Argentina, Estados onde habita a Nação Mapuche.

 

Famílias que da conversão dos jovens, juntam-se todos no cemitério e comemoração fraterna, entre vivos e mortos. A mesa é o túmulo dos seus ancestrais, levam comida aos falecidos, que ninguém gasta. Quem quer que tenha sido o (s) autor(es) destes textos, como o Livro Êxodo, atribuído ao Profeta israelita chamado Moisés ou, da mesma Bíblia, o denominado Génesis, dito ser uma verdade revelada pela divindade a Abraham, escrito pela sua filha Séfora, como o Alcorão por Fátima, filha de Mohamed, e letrados Mapuche aos loncos e descendentes. Digo, fosse quem fosse o autor dos textos, uma verdade é certa, as crianças devem aprender os princípios, leis, ideias, orações, rituais e pensamentos de interação social, a partir de textos como os mencionados, aos quais devem-se, ainda, acrescentar as Carta de Paulo de Tarso que lhe foram ditadas pelo irmão de Jesus, Tiago o Menor.

 

Formas de entender e interpretar a realidade por mim designadas, em diversos trabalhos, por mente cultural, conceito organizado após análise de mais de trezentas crianças do mundo inteiro, especialmente na Galiza, Portugal, Picunche da Cordilheira dos Andes na América Latina, Escócia, Inglaterra, França e, hoje em dia, na Holanda. Povos que fazem das suas crianças devotos de dogmas, incutidos nas suas ideias para os orientar através dos afazeres da vida e da interação social, das hierarquias e de relação entre classes sociais, como foi definido por Karl Marx, devoto luterano (casado com uma mulher profundamente católica), que Bento XVI, Joseph Ratzinger, louva no seu livro de Abril de 2007 em italiano, de Outubro de 2007 em Português, editado por A Esfera dos Livros, Lisboa. A mente cultural é esse conceito que guarda as ideias da interação não apenas na vida social, mas também na denominada vida no mais além, como no respeito pelos adultos e pelos colegas e amigos de escola ou brincadeiras. Conceito que todo o educador e analista da infância deve conhecer, para ser capaz de entender medo, arrebato, subordinação, obediência, livre arbítrio e outras atividades e pensamentos que nos acompanham até à morte, queiramos acreditar nos factos e ideias, ou não.

 

Eu diria aos Educadores da Infância que ou se sabe bem a catequese ou é impossível educar, como o tenho referido a médicos, psicanalistas e docentes de vários graus de ensino, para serem capazes de saber orientar. Ninguém, por este facto, está obrigado a ter sentimentos de fé, mas aqueles que os têm devem-se abster de os “pregar”, respeitando assim a procura insaciável dessa pequena, muita vazia por um tempo, mente cultural. Não é porque eu referira: são quarenta anos de experiência entre crianças e os seus adultos, que me têm mostrado que, apesar do abandono de crenças na idade adulta, o comportamento continua a ser pactuado em paz, serenidade e solidariedade, que os cristãos denominam caridade, feio nome para quem deve conviver com outros: parece esmola, enquanto solidariedade é a mente cultural em atividade com respeito pelos outros. Para educar, é preciso conhecer as bases da cultura que é a religião, e a religião orienta a cultura, na base do conceito que dá título a este texto, definida por mim no meu livros de 2004, editado pela Afrontamento, Porto e coordenado pelo docente da UBI, Donizete Rodrigues: A religião é a lógica da cultura– Raúl Iturra.

 

  

 

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