Site icon A Viagem dos Argonautas

INDICADORES SOCIAIS de 2010 por clara castilho

No dia 29 de Dezembro foram publicados os “Indicadores Sociais” do Instituto Nacional de Estatística que resultam de uma compilação de dados estatísticos referentes às principais variáveis e indicadores que permitem traçar um retrato social da população residente em Portugal, bem como propiciar uma leitura dos desenvolvimentos ocorridos neste domínio, nos últimos anos. Pensamos ser dados importantes que nos ajudam a
reflectir sobre a nossa situação, nos seus variados aspectos. Transcreverei hoje os que se referem à População e às Famílias.

 

POPULAÇÃO

 Em 2010

– Aumentou ligeiramente o número de nados-vivos e o índice sintético de fecundidade.

– A taxa de mortalidade infantil atingiu o valor mínimo registado.

– A esperança média de vida à nascença continuou a aumentar.

 

O número de nados-vivos de mães residentes em Portugal aumentou 1,9%, relativamente ao ano anterior, tendo 41,3% ocorrido fora do casamento; o número de nados-vivos de mães adolescentes apresentou uma diminuição de 0,4 pontos percentuais situando-se em 4,0%.

A taxa bruta de natalidade foi de 9,5 nados-vivos por cada mil habitantes, valor ligeiramente superior à do ano anterior (9,4‰), passando o índice sintético de fecundidade  para 1,37 crianças por mulher (1,32, em 2009).

A taxa de mortalidade infantil atingiu o valor mais baixo registado, 2,5 óbitos de crianças com menos de 1 ano, por cada mil nados-vivos.

A esperança média de vida à nascença continuou a aumentar: 79,20 anos, no período 2008-2010, contra 78,88 anos, no período 2007- 2009.

 

Em termos evolutivos (2004 a 2010)

O número de nados-vivos diminuiu 7,2%.

O índice sintético de fecundidade passou de 1,40 para 1,37.

A taxa de mortalidade infantil era de 3,8 crianças por cada mil nados-vivos, em  2004; em 2010 é de 2,5.

A esperança média de vida à nascença passou de 77,69 anos para 79,20 anos.

 

FAMÍLIAS

 

Em 2010

– Manteve-se a redução do número de casamentos entre pessoas de sexo oposto.

– Ligeiro aumento da taxa bruta de divórcio.

– Voltou a aumentar a idade média ao casamento.

 

Foram celebrados 16 738 casamentos religiosos (-4,6% do que no ano anterior) e 23 255 só civis
(+1,8%1 do que no ano anterior).

A idade média ao casamento continuou a aumentar, situando-se em 34,1 anos para os homens e em 31,6 anos para as mulheres. No ano anterior estes valores eram, respetivamente, 33,4 e 30,8 anos.

Foram decretados 27 556 divórcios respeitantes a casais residentes em território nacional, o que representa um crescimento de 5,3% face ao ano anterior. Esta situação motivou uma ligeira subida da taxa bruta de divórcio, a qual passou de 2,5‰, no ano anterior, para 2,6‰ em 2010.

Em termos evolutivos (2004 a 2010)

– O número de casamentos celebrados entre pessoas do sexo oposto diminuiu 19,2%.

– A idade média ao casamento passou, neste período, de 30,9 para 34,1 anos, no caso dos homens, e de 28,5 para 31,6 anos, no caso das mulheres.

– A taxa bruta de divórcio passou de 2,2 divórcios por mil habitantes, em 2004, para 2,6 em 2010.

 

 

Exit mobile version