EDUCAÇÃO
No ano lectivo 2009/10
– Reduziu-se o abandono precoce de educação e formação
– Aumentou o número de alunos matriculados em estabelecimentos do ensino superior
– Aumentou o número de doutoramentos realizados ou reconhecidos em Portugal
O abandono precoce de educação e formação situou-se em 28,7%, o que significa uma redução de 2,5 p.p. relativamente ao verificado no ano anterior. Esta redução ocorreu tanto em homens como em mulheres, que passaram de 36,1% para 32,7%, e de 26,1% para 24,6%.
O número de alunos matriculados em estabelecimentos do ensino superior aumentou 2,8%. Estiveram inscritos 105 409 mestrandos e 16 377 doutorandos, respectivamente +14,5% e +22% que no ano anterior.
Cerca de 60% dos diplomas no ensino superior foram atribuídos a mulheres. A área de estudo da saúde registou a maior percentagem de atribuição de diplomas, 18,5% (dos quais 14,1% a mulheres).
– O número de alunos matriculados em estabelecimentos do ensino superior cresceu 2,1%, no período em
análise
– O número de doutorandos aumentou 134,4%, neste mesmo período.
EMPREGO, SALÁRIOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO
Em 2010
– Decréscimo da população empregada nos três grandes sectores de actividade
– Redução do número de contratos sem termo
– Diminuição do número de horas semanais habitualmente trabalhadas
– Aumento da taxa de desemprego, tanto em homens como em mulheres
– A população empregada diminuiu 1,5%, relativamente a 2009, comportamento comum a todos os grandes sectores de actividade económica, se bem que com intensidades diferenciadas
Por escalão etário, as reduções mais intensas ocorreram no grupo de indivíduos dos 15 aos 24 anos (-11,1%), seguido dos indivíduos dos 25 aos 34 anos (-3,5%); por nível de ensino completo verificou-se que esta redução se situou, em exclusivo, nos indivíduos com nível de ensino até ao básico (3º ciclo).
O número de trabalhadores com contrato sem termo diminuiu 1,5%, enquanto a variação anual do número de trabalhadores com contrato com termo aumentou 6,4%.
Perto de 57% da população empregada trabalhava entre 36 e 40 horas semanais e 16,5% trabalhava mais de 40 horas semanais; por sexo, o número médio de horas semanais trabalhadas foi de 40,5 no caso dos homens e 37,2 no caso das mulheres.
A taxa de desemprego situou-se, nesse ano, em 10,8% (9,8% para os homens e 11,9% para as mulheres).
Por região de residência, a taxa de desemprego mais elevada verificou-se no Algarve (13,4%) e a menos elevada na Região Autónoma dos Açores (6,9%).
– Peso crescente da população empregada no sector dos serviços – Número de trabalhadores por conta de outrem, com contrato sem termo, diminuiu ,3%
– Perto de 54% da população empregada trabalhava, em 2004, entre 36 e 40 horas, proporção que passou para 56,8% em 2010
– Neste período a taxa de desemprego aumentou 4,1 p.p. (6,7% em 2004)
*Publicados no dia 29 de Dezembro pelo Instituto Nacional
de Estatística, resultantes de uma compilação de dados estatísticos referentes
às principais variáveis e indicadores.


