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ENCONTROS IMAGINÁRIOS NA BARRACA. HOJE, ás 21.30

 

 

 Neste mesmo local e à mesma hora

6 DE FEVEREIRO

Drácula

Afonso Henriques

Gomes Freire de Andrade


FAÇA JÁ A SUA MARCAÇÃO ENCONTROS IMAGINÁRIOS O confronto de ideias através de personagens marcantes da História da Humanidade. O percurso irregular do Conhecimento e da Cultura, na Política, na Arte, na Economia, nas Religiões e na Ciência. Uma demonstração pública que a aprendizagem pode ser lúdica, agradável e de dimensão popular. Ser culto sem ser elitista e popular sem ser populista.


ANTONIO ALEIXO

António Fernandes Aleixo foi um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos. No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia, servente de pedreiro, trabalho este, que emigrado, também exerceu em França.

De regresso ao seu país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de “poeta-cauteleiro”. A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como “quadras” ou “trovas”), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Apenas com o trabalho do professor Joaquim Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que lhe ditou o poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (“Quando Começo a Cantar”), e com o posterior registo pelo próprio poeta com o incentivo daquele mesmo professor, é que a obra de Aleixo recebeu algum registo escrito.

Faleceu por tuberculose, em 16 de Novembro de 1949

Em homenagem ao poeta popular e à sua obra, muitos distritos portugueses , a CPLP e os PALOP atribuíram o seu nome a ruas e avenidas e até a diversas escolas.

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JUIZ VEIGA

Em 1893, em plena crise financeira, política e social, foi encarregado de organizar o Juízo de Instrução Criminal, com poderes excepcionais e concebido como principal instrumento de repressão e de fortalecimento do poder real, a mando do então Ministro do Reino, João Franco. Ao juiz Veiga compete, em especial, vigiar a imprensa e as actividades de republicanos e anarquistas, montando sucessivas operações policiais de infiltração e perseguição dos ‘suspeitos”. Em nome da ordem pública, instala, de facto, a censura à imprensa desafecta, embora veja, com frequência, as suas vítimas absolvidas em tribunal – a que não seria alheio o facto de o republicano e maçon Trindade Coelho desempenhar as funções de procurador da Coroa no tribunal da Boa-Hora, de que virá aliás a demitir-se por se recusar a aplicar as ‘leis celeradas’ de João Franco. O certo é que a figura do juiz Veiga, com as suas patilhas e o cachimbo em forma de mulher nua, marcou a sua época, sendo objecto de sucessivos ataques e caricaturas, apresentado fardado de polícia e munido do lápis azul da censura. Monárquico de convicção, entrou em conflito em 1907 com o seu protector João Franco, alegadamente a propósito da explosão da Rua do Carrião, em que foi preso o jovem estudante Aquilino Ribeiro (‘quero-me ir embora antes que tudo isto desabe’, terá exclamado Veiga, conforme conta Raúl Brandão nas suas Memórias).

Faleceu dois anos depois de abandonar o cargo.


CÂNDIDO DE OLIVEIRA

(Seleccionador Nacional de Futebol em 1926-1929; 1935-1945; 1952)

O grande «mestre» do futebol em Portugal

Nascido em Fronteira, distrito de Portalegre, Cândido Fernandes Plácido de Oliveira entrou para a Casa Pia em 1905 e cedo mostrou capacidades inatas para a prática do futebol, capacidades essas que o levaram ao Benfica a partir da época de 1914-15. Aí se manteve até 1920, tendo saído para fundar o Casa Pia Atlético Clube. Seria ele o primeiro «capitão» da Selecção Nacional, no célebre jogo de Madrid, em 1921.

Mas Cândido de Oliveira foi mais ainda: grande figura humana, democrata convicto que tomou desassombradas posições públicas contra os regimes de Hitler, de Mussolini, de Franco e Salazar. A sua coragem intelectual só teve paralelo na sua coragem física. Foi sujeito a um sem-número de prisões levadas a cabo pela então PIDE. Brutalmente torturado e espancado a ponto de lhe terem partido todos os dentes, em 1942 é enviado para o campo de concentração do Tarrafal. Sobre ele escreveu um livro chamado «Tarrafal – o pântano da morte», publicado a título póstumo, após o 25 de abril de 1974. Demitido dos correios telégrafos e telefones (CTT), onde trabalhara longos anos e atingira a elevada função de inspector de exploração, funda com Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo o jornal «A Bola».

Por várias vezes ocupou o cargo de Seleccionador Nacional e foi jornalista na «Stadium», director de «Os Sports», «Diário de Notícias», «Diário de Lisboa» e «O Século». Treinador do Sporting dos «cinco violinos», da extraordinária equipa da Académica, do Belenenses, do FC Porto e do Atlético, chegou também a orientar o Flamengo, do Brasil, em 1950-51. Sofreu uma pneumonia enquanto cobria, como enviado-especial de «A Bola», o Campeonato do Mundo de 1958, na Suécia. Como consequência, viria a falecer no dia 23 de Junho desse ano.

ANTONIOALEIXO

JUIZ VEIGA

CÂNDIDO DE OLIVEIRA

 
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