Livros susceptíveis de ser apreendidos. Sem razão, mas com as “razões” do Estado Novo – a mesma sem razão com “razões” que justificava a prisão sem culpa formada, a tortura e o assassínio. As “razões” que serviam para justificar a guerra colonial. As tais malhas que o Império tecia, parafraseando Fernando Pessoa, e que durante quase cinquenta anos mantiveram um sistema de gente obstinadamente estúpida. Por isso, com todo o respeito que nos merecem todos os autores, vamos hoje focar o livro de Blasco Hugo Fernandes – Portugal Através de Alguns Números – Tendo nascido em Goa (1930), Blasco Hugo Fernandes, morreu em 2002 em Portugal. Quem andava nas lides políticas antes de 1974, cruzava-se frequentementge com ele, talvez tivesse de entrar em rota de colisão com o que defendia. Quem escreve este comentário, muitas vezes se irritou com atitudes suas. Porém, há que reconhecer a sua perseverança e entrega na luta antifascista. Aqui se deixa uma pequena homenagem a este lutador.

