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Barcelona manifesta-se pela independência: Nou Estat d’Europa

O dia Onze de Setembro é a festa nacional, também oficial, da Catalunha (Diada de l’Onze de SetembreDiada Nacional de Catalunya, ou, simplesmente, Diada).

Nele se evoca a derrota e queda de Barcelona às mãos das tropas bourbónicas, a 11 de setembro de 1714, após catorze meses de cerco, a que seguiu a abolição das instituições catalãs e a ocupação da Catalunha pela coroa espanhola.

O Parlamento da Catalunha, restabelecido após o fim da repressão franquista, na sua primeira lei, em 1980, declarou o dia 11 de setembro como dia da Festa Nacional catalã.

Também o Estatuto de Autonomia de 2006 declara: “Catalunha, definida como nacionalidade no artigo primeiro, tem como símbolos nacionais a bandeira, a festa e o hino”. E no ponto 3 do artigo 8 estabelece que “A festa da Catalunha é o dia Onze de Setembro”.

É no dia 11 de setembro que os catalães afirmam a sua nacionalidade.

Neste 11 de setembro de 2012 os independentistas catalães manifestaram em Barcelona a sua reivindicação sob o lema: Catalunha, novo Estado da Europa.

Foram tantos os presentes que o Passeig de Gracìa percurso previsto para o desfile, se encheu, antes mesmo da cabeça da manifestação dar os primeiros passos, transformando-a numa imensa concentração.

Segundo a polícia eram um milhão e meio de manifestantes. De acordo com a Assembleia Nacional Catalã (ANC), plataforma cidadã – surgida a partir de assembleias em centenas de municípios – que convocou a manifestação, o número dos que se manifestaram em Barcelona elevou-se a dois milhões. Na rua. É obra, quando na Catalunha são cerca de sete milhões e meio.

A carta entregue no Parlamento catalão e lida aos manifestantes afirmava: “Reclamamos ao governo catalão que empreenda os passos necessários para a secessão”.

O direito a ser independente, isto é, a decidir do seu destino e governo, é o primeiro direito de qualquer povo, sem o qual nenhum outro tem verdadeiro significado. Como se pode querer impedir as pessoas de se pronunciarem e decidirem, livre e democraticamente, da sua vida e governo. A democracia é apenas para os pormenores?

A última sondagem indica que a percentagem dos que na Catalunha se declaram favoráveis à independência já ultrapassa os 50%.

No seu livro “”Outro Caminho”, Carlos Leça da Veiga, em que questiona se “Só Portugal é que não podia ter colónias?”, escreve: “A União Europeia enquanto não for constituída pela união das suas numerosas Nacionalidades transformadas em Estados Soberanos, cada qual com representação autónoma na Assembleia-Geral das Nações Unidas, nunca será um espaço político, económico, cultural, ambiental e social digno de intitular-se como seja o duma Democracia, como o duama área de Solidariedade e, jamais, como um pólo de poder estratégico unificado em oposição legítima face a quiasquer tentativas – como já há – duma hegemonização mundial oriunda donde quer que seja, por desígnio muito especial, doutro qualquer Continente.”

Para quando a concretização da consulta à vontade popular?

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