por Rui Oliveira
No entanto as Bibliotecas Municipais de Lisboa vão assinalar o Dia Mundial da Música com um programa dedicado ao compositor e pianista Bernardo Sassetti (1970-2012) com uma programação que inclui cinema e música. Cabe à Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro receber o dia de homenagem, que arranca com uma exposição (que estará patente até ao final de Outubro) dedicada ao músico e que mostra discografia, filmes e livros que fazem referência a Bernardo Sassetti e que estão disponíveis nas Bibliotecas Municipais.
Às 14h30, um programa pedagógico para escolas, intitulado “Grandes Filmes, Grandes Músicas”, recebe crianças e jovens para uma sessão dedicada à música cinematográfica. A fechar o dia, haverá um concerto pelo Instituto de Música Vitorino Matono (IMVM).
Neste dia abordar-se-á o período “Antes do Terramoto” e as cantoras Sara Braga Simões (soprano) e Ana Ferro (meio-soprano), acompanhadas ao piano por João Paulo Santos, cantarão obras de Francisco António de Almeida, Davide Perez, António Teixeira e Antonio Mazzoni.
Às19h, num Concerto de Música de Câmara, os solistas do Festival Cantabile Tanja Becker-Bender (violino), Diemut Poppen (viola), Sebastian Manz (clarinete), Herbert Schuch (piano), Maria João Pires (piano) e Nicole Hagner (piano) tocam obras de Johannes Brahms, Aribert Reimann, Franz Schubert e Michel Galante.
À noite às 21h30 há Festa “1962” em que o Real Combo Lisbonense animará a noite com música dos anos 60 e onde se sugere aos convidados que trajem ao estilo da época.
Obtivémos um registo recente (2012) mas de fraca qualidade que retrata aquele Quarteto Feminino interpretando Carnavalito humahuaqueño :
Trata-se duma selecção pessoal da obra do conhecido e multi-premiado fotógrafo entre 1975 e 2010, a qual será em paralelo editada em livro (dando continuidade a “Lisboa Cais da Memória”, de 1954 até ao 25 de abril) onde as 300 fotos surgirão intercaladas com poemas de Camões, Pessoa e Ary dos Santos.
Natural de Sacavém, a sua obra estará para sempre ligada às imagens sobre o 25 de Abril de 1974. O fotojornalista considera, no entanto, que a força do seu trabalho continua ligado aos rostos dos operários da antiga Fábrica de Loiça de Sacavém, onde começou a trabalhar ainda muito jovem, e se iniciou mais tarde na fotografia captando os rostos dos operários à saída da fábrica com uma máquina fotográfica de plástico para o periódico “Vida Ribatejana”. “Hoje uso uma máquina digital”, diz, “mas continuo a preferir trabalhar em película e fazer eu próprio o trabalho de laboratório”.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui )


