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A GRANDE BARREIRA AUSTRALIANA ESTÁ EM PERIGO

Segundo um estudo muito recente do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS), a Grande Barreira Australiana está a perder progressivamente a sua cobertura de corais, sobretudo desde 1998. As razões desta perda são, por ordem decrescente de importância, o aumento das tempestades e ciclones tropicais, o crescimento da população das estrelas do mar coroas-de-espinhos (que se alimentam de corais) e o branqueamento dos corais. Na primeira e na terceira a influência da acção do homem foi muito significativa, provocando a subida de temperatura das águas, o que agrava a turbulência meteorológica, e o aumento da presença de CO2 nos oceano, causa directa do branqueamento dos corais.

A destruição da Grande Barreira, Património Mundial desde 1981, estende-se por mais de dois mil quilómetros ao largo da Austrália e da Nova Guiné/Papuásia. É formada por organismos vivos, sobretudo pólipos de coral. A sua importância para o equilíbrio do nosso planeta é sem dúvida comparável à da floresta da Amazónia. A sua preservação tem de ser uma prioridade para todos nós, e parece estar gravemente ameaçada.

Obrigado ao Instituto CarbonoBrasil, ao Esquerda.net e à Jéssica Lipinski, que nos inspiraram a fazer este post. Apresentamos ainda uma imagem da coroa de espinhos (Acanthaster planci), estrela-do-mar carnívora, que pode atingir 1 metro de diâmetro, que chega a devorar 6 metros quadrados de coral num ano, e é perigosa até para os mergulhadores, com os seus espinhos e o veneno que segrega. Vive no Índico, no Mar Vermelho e no Pacífico.

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