por Rui Oliveira
“Nunca mais é um desafio às nações. É uma verdade amarga — muitas vezes o mundo falhou
ao não evitar a morte de inocentes numa escala maciça. E nós vivemos assombrados pela atrocidades
que não impedimos e pelas vidas que não salvámos.” – Presidente Barack Obama, Abril de 2012
Consideram os organizadores que a história de Portugal naquele período e a sua relação com o Holocausto, nomeadamente o papel desempenhado enquanto local de acolhimento e ponto de partida para a liberdade de muitos milhares de refugiados, que assim sobreviveram ao Holocausto, é matéria ainda insuficientemente estudada no meio científico. Esta conferência reunirá vários investigadores, académicos e especialistas em educação, que falarão das questões da memória histórica, da identidade e da forma como se educam as novas gerações, mas também das lições a retirar das várias experiências vividas em países como Israel, Alemanha ou a Áustria.
[Ver programa completo em http://photos.state.gov/libraries/portugal/23276/holocaust-conf/Holocaust_program_portuguese_008.pdf ]
Às 15h45 ambas as coordenadoras discutirão “O Futuro da Investigação sobre Portugal e o Holocausto”, seguindo-se às 16h30 um debate sobre “Memória, Percurso e Identidade” com José António Pinto Ribeiro, Maria Filomena Molder e Clara Ferreira Alves.
Às 17h30 é inaugurada a exposição “Os Refugiados do Holocausto e Portugal” e das 18h30 às 19h a Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo executará o programa “Música e Memória do Holocausto”.
No mesmo Aud.2 será projectado às 19h o filme/documentário de EstherMucznik “Testemunhos”.
Ainda na Segunda-feira 29 de Outubro, no Bar de “A Barraca”, às 21h30, representa-se mais um dos “Encontros Imaginários” idealizados e dirigidos por Helder Costa, que assim o introduz :
Para assinalar essa data e nos esclarecer sobre o dito “mistério” que continua a envolver esses crimes, estará presente Berta Maia, viúva de Carlos da Maia (representada por Sónia Barradas), que conseguiu arrancar e publicar a confissão dos mandantes dos crimes da boca de Abel Olimpio, o “dente d’ouro”, marinheiro que chefiava o bando que enlutou Portugal.
Chamámos também Erasmo (interpretado por Sérgio Mora), o intelectual renascentista defensor da aprendizagem através da multividência e do ensino laico em todos os seus graus, além de ter sido o autor da obra-prima “Elogio da Loucura”.
E a polémica estará acesa com Bismarck (na pele de João D’Avila), o conservador e autoritário militar prussiano que destruíu a Comuna de Paris e que é considerado o antepassado do regime ditatorial do Terceiro Reich, chefiado por Hitler”.
Mostramo-vos a interpretação por esta pianista do 1º andamento da Sonatina nº 1 de Camaro Guarnieri, um compositor brasileiro do séc. XX (1907-1993):
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui )


