por Rui Oliveira
O programa que apresenta inclui :
Jean Sibelius O Cisne de Tuonela, op. 22 nº 2
Marc-André Dalbavie * Concerto para Flauta e Orquestra
Jean Sibelius Sinfonia nº 2, op. 43
* Compositor em residência da temporada Gulbenkian Música em 2012/13
No intervalo do concerto, terá lugar, no Foyer, um encontro com Marc-André Dalbavie e Sophie Perrier moderado por Pedro Amaral.
O tipo de condução do jovem Lionel Bringuier pode ser aqui apreciado no Concerto para Piano e Orquestra nº. 2 in F minor, Op. 21 de Frédéric Chopin em que dirigiu a BBC Symphony Orchestra tendo como solista Nelson Freire, piano no Royal Albert Hall (Londres) em 2010 :
Para quem fique curioso sobre a peça de Sibelius “O Cisne de Tuonela”, trata-se da segunda parte das “Quatro Lendas de Kalevala, op. 22”, os “Lemminkäinen”, contos da mitologia finlandesa que o compositor musicou e que aqui podem ouvir-se pela Royal Concertgebouw Orchestra dirigida por Esa-Pekka Salonen (por coincidência maestro residente na Gulbenkian em 2012) :
Assim no Grande Auditório, às 21h, Peter Hook com os The Light apresentará “Unknown Pleasures”, um espectáculo com que pretende homenagear a memória dos Joy Division, tocando alguns dos mais importantes temas do reportório da mítica banda de Manchester. É sabido que Peter Hook, que esteve desde o início ao lado de Bernard Sumner na aventura Joy Division e que foi uma figura central nos New Order, ajudou a transformar o baixo (a guitarra baixo) num instrumento icónico, graças a um estilo muito particular, mais melódico do que o usual. Por seu turno a banda “The Light” – que tocou na inauguração do clube FAC 251, instalado no antigo quartel-general da mítica Factory, em Manchester e que fez de Closer e de Unknown Pleasures “autênticos tratados pop carregados de melancolia, de dor e de paixão” (diz o programa) – será o veículo para essa viagem de celebração dos Joy Division.
Eis como Peter Hook & The Light interpretaram “She’s Lost Control”, dos Unknown Pleasures, em Março último :
Ainda na Quinta 8 de Novembro, os amantes de jazz podem passar pelo Pequeno Auditório da Culturgest onde, às 21h30, tocam Gabriel Ferrandini (bateria), Pedro Sousa (saxofone) e Johan Berthling (contrabaixo).
Explica o texto de apoio que “… uma característica comum têm os músicos portugueses Gabriel Ferrandini e Pedro Sousa com o sueco Johan Berthling : partilham a sua dedicação ao jazz e à música livremente improvisada com um descomplexado gosto pelo rock indie e pelas práticas electrónicas de dança mais inteligentes. Não estranhará, pois, que esta inédita combinação em trio sob o signo da composição espontânea integre elementos desses outros universos musicais, em manifestações assumidamente trans-idiomáticas, isto é, transversais a vários géneros e estilos de criação sonora …”
Não podendo, como é óbvio, antecipar-se a improvisação jazzística, fica aqui, de tempos anteriores da colaboração dos dois instrumentistas portugueses, o registo de Ar no Aquário na galeria ZDB em Junho de 2011 :
Bem como o registo duma actuação a solo de Johan Berthling em 2010 :
É uma co-criação de Mariana Tengner Barros (que também a encena) com Cláudio Vieira, John Romão e Tiago Cadete, sendo os figurinos de António MV, a sonoplastia de João Ferro Martins e Filipe Lopes e o acompanhamento dramatúrgico de Mickael de Oliveira.
Segundo a autora “Peça do Coração é um projecto que pretende desenvolver para sempre. O objectivo é recriar ciclicamente (até ao fim da sua carreira, curta ou longa) o conceito inicial do projecto nascido em 2008, que explora as dinâmicas de solo e coro, e as múltiplas relações entre a singularidade e a pluralidade, assim como o termo vasto e polissémico de «coração»”.
Introdu-lo assim :
No campo musical há ainda, nesta Quinta-feira 8 de Novembro, intervenções várias (e generosas, pois todas as actuações são de entrada livre !) de membros da Orquestra Metropolitana. Assim :
Na Igreja de São José da Anunciada (Lisboa), às 19h, os Solistas da Metropolitana Sérgio Charrinho trompete, Rui Mirra trompete, José Gato trombone , Thierry Redondo trombone , João Ramalho tímpanos e Marcos Magalhães órgão ilustram “O Barroco em Itália” tocando :
de Giovanni Gabrieli – Canzon seconda a 4, Intonazioni d‘Organo, Canzon per sonare n.º 1, La spiritata, Intonazioni d‘Organo, Canzon per sonare n.º 4 e Fantasia sexti tono
de Andrea Gabrieli – Missa em Fá maior (arranjo para dois trompetes, dois trombones e tímpanos)
de Girolamo Frescobaldi – Toccata em Sol maior, Canzon prima em Sol maior, Canzon seconda em Dó maior, Canzon terza em Sol maior, Canzon quarta em Sol menor e Canzon quinta em Sol maior.
Na Sociedade Portuguesa de Autores, às 18h30, os Solistas da Metropolitana Liviu Scripcaru violino, Ana Cláudia Serrão violoncelo e Savka Konjikusic piano homenagearão “Grandes Compositores Checos” interpretando de Bohuslav Martinů Trio n.º 2 em Ré menor, H. 327, de Josef Suk Elegia, Op. 23, inspirado no ciclo de poemas «Vyšehrad» de Julius Zeyer e de Bedřich Smetana Trio em Sol menor, Op. 15.
O concerto repete-se Sexta 9, às 19h, no Auditório do Liceu de Camões.
No El Corte Inglês, às 19h, o Quinteto com Flauta composto pelos Solistas da Metropolitana Janete Santos flauta, Anzhela Akopyan violino, Elena Komissarova violino, Valentin Petrov viola e Jian Hong violoncelo tocarão de Wolfgang Amadeus Mozart Quarteto de Cordas n.º 7 em Mi bemol maior, KV 160, de Sergei Rachmaninov Vocalizo, Op. 34/14 e de Jan Brandts Buys Quinteto com Flauta em Ré maior.
Será comentado por Alexandre Delgado e repete-se no Sábado 10, às 17h no Museu do Oriente (Salão Macau) onde será comentado por Rui Campos Leitão.
Wolfgang Amadeus Mozart – Allegro, do Quarteto com Piano em Sol menor, KV 478
Robert Schumann – Andante cantabile, do Quarteto com Piano, Op. 47
Johannes Brahms – Scherzo, do Quarteto com Piano n.º 3 em Dó menor, Op. 60
Ernest Chausson – Très calme, do Quarteto com Piano em Lá maior, Op. 30
Bohuslav Martinů – Poco allegro, do Quarteto com Piano, H. 287
Joly Braga Santos – Quarteto com Piano, Op. 26
O concerto é repetido no Sábado 10, às 16h, no Palácio Nacional da Ajuda.
Intervirão aí Luís Antunes (U. Porto) sobre O postulado de Church-Turing: desafios e actualidade, José Félix Costa (U. Técnica de Lisboa) sobre O impacte do postulado de Church-Turing nas ciências, Sofia Miguens (U. Porto) sobre Turing e a filosofia da mente e ainda Carlos Lourenço (U. Lisboa) sobre Turing: cientista da natureza.
Finalmente, na Cinemateca Nacional, exibem-se nesta Quinta 8 de Novembro, no Ciclo do Festival Temps d’images ”O Cinema à Volta de Cinco Artes, Cinco Artes à Volta do Cinema – Cinematografia e Musicalidade II” , os seguintes filmes :
Às 19h30 na Sala Luís de Pina − “La Terra Vista dalla Luna” (Itália, 1967) de Pier Paolo Pasolini com Totó, Silvana Mangano, Ninetto Davoli, Laura Betti e “Die Grosse Liebe” (“O Grande Amor”) (Alemanha, 1931) de Otto Preminger com Hansi Niese, Betty Bird, Attila Hörbiger, Ferdinand Meyerhofer.
Às 21h30 na Sala Dr. Félix Ribeiro – “Willow Springs” (Alemanha, 1972-73) de Werner Schroeter com Magdalena Montezuma, Christine Kauffman, Ila V. Hasperg.
Deixo-vos com o “chaplinesco”, surrealista, subversivo filme de Pasolini, a história de Ciancicato Miaou (Totó) e do seu filho Baciù Miaou no bidonville :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui )


