por Rui Oliveira
Criada de início na Royal Opera House de Londres em 2004, The Tempest é uma adaptaçãoe transfiguração da peça homónima de William Shakespeare com libreto da dramaturga australiana Meredith Oakes.
O restante elenco inclui a soprano Audrey Luna (Ariel), o contratenor Iestyn Davies (Triculo), o tenor Alek Shrader (Ferdinand), o barítono Alan Oke (Caliban) e o tenor Toby Spence (Antonio) nos principais papéis.
Recordemos que Thomas Adès foi compositor residente na Fundação Gulbenkian na temporada 2011/2012, tendo dirigido cinco das mais emblemáticas peças do seu repertório, entre as quais Polaris, encomenda da Fundação.
É esta a apresentação que o Met faz desta ópera :
Quem queira conhecer os pormenores da sua preparação e montagem ouça o produtor Robert Lepage explicá-los em : http://youtu.be/GNcgUZA9tv8
Neste Sábado 10 de Novembro o Centro Cultural de Belém “oferece” generosamente dois espectáculos de interesse diferente.
Para ouvir a actual formação num concerto em 2010, aqui têm :
Quem, daquele CD premiado, pretenda escutar a “coltraneana” canção “Nancy With The Laughing Face” clique em http://youtu.be/cFp0TFm7KcQ.
Com figurinos de Maria Gonzaga, os intérpretes desta nova apresentação são Carla Ribeiro, Leonor Keil, Sandra Rosado, Paulo Ribeiro, Pedro Ramos e Peter Michael Dietz.
Sábado 2 é uma obra essencialmente egoísta; o outro existe para dar relevo às nossas fantasias; compadecemo-nos a pensar que sofremos de amor, mas não passa de imaginação e convenção social. É aí que entra o texto, para dar relevo ao estereótipo das convenções sociais, à banalidade da palavra e até dos sentimentos, quase sempre fugazes e virtuais…”
Este é o vídeo com que a companhia se apresentou na sua primeira récita em 2010 :
Na Sala 1 do Monumental projectar-se-á às :
14H00 Greetings (EUA) de Brian de Palma;
19H15 Mountain Patrol (URSS), Land of the People (URSS), Skisb, The Beginning (URSS), Menq, We (URSS), Tarva Yeghanaknere, The Inhabitants (URSS) e Vremena Goda – The Seasons (URSS) de Artavazd Peleshyan
21H45 Children of Sarajevo (Bósnia Herzegovina, Alemanha, França, Turquia) de Aida Bejic
24H00 Café Lumière (Japão, Taiwan) de Hou Hsiao Hsien
Na Sala 4 do Monumental exibir-se-ão às :
14H15 A Summer at Grandpa’s (Taiwan) de Hou Hsiao Hsien
16H30 If… (Reino Unido) de Lindsay Anderson , seguida de conversa com Alfred Brendel
19H30 Ride in the Whirlwind (EUA) de Monte Hellman
22H00 Amour (França) de Michael Haneke
24H30 The Untouchables (EUA) de Brian de Palma
No Espaço Nimas ver-se-á às :
17H00 El Crimen de la Pirindola (Espanha), La Imitación del Ángel (Espanha) e Le Jouet Criminel (França) de Adolpho Arrietta
19H00 Grenouilles (França), Kiki (Espanha) e Merlín (Espanha) de Adolpho Arrietta, com apresentação do próprio Adolpho Arrietta
21H30 Ingrid Caven, musique et voix (França) de Bertrand Bonello, com a presença de Ingrid Caven e Bertrand Bonello
24H00 La Paloma (Suiça, França) de Daniel Schmid (cartaz junto)
Porque esta é uma das sessões especiais escolhidas pela programação, disponibilizamos ao leitor (agradecendo ao YouTube) a versão integral de “If…” (1968) de Lindsay Anderson com Malcolm McDowell, Richard Warwick, Christine Noonan, David Wood e Robert Swann :
A sessão abre com as curtas-metragens “Les Berceaux” (França, 1935) de Dimitri Kirsanoff (uma ode à vida no mar, com fotografia de Boris Kaufman e música de Fauré sobre um texto de Sully Prudhomme) e “True Story of Lili Marleen” (Reino Unido, 1944) de Humphrey Jennings. Segue-se a longa-metragem “The Long Day Closes” (Reino Unido, 1992) de Terence Davies, filme de claras ressonâncias autobiográficas, onde o cineasta aborda a Liverpool dos anos do pós-Guerra, a vida em família, os rituais e tradições, as alegrias e também as tragédias.
Eis a sequência final do mesmo :
A sua música inscrever-se-á, segundo alguns, numa área da pop-folk barroca e explora as ambivalências de um violino, de um afinado assobio e de uma «loop station».
O disco motivo da presente digressão, que inclui temas como «Eyeoneye», «Near Death Experience», «Lusitania» e o instrumental «Behind the Barn», foi gravado há dois anos no celeiro da sua quinta em Illinois, nos Estados Unidos mas possui (confessadamente: “escrevi uma canção numa varanda decrépita da Graça”, diz) alguma inspiração derivada da sua passagem por Portugal.
Mercê do favor do YouTube, pode o leitor escutá-la nesta reprodução integral do álbum :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui )


