por Rui Oliveira
Neste espectáculo que − diz o Serviço de Música da FCG – “pretende exacerbar a estimulação dos sentidos como o olfacto e a percepção da temperatura ambiente (variável entre 15° e 30°C), embora esteja montado um sistema de visão nocturna (!)”, vão actuar, além de Amadou Bagayoko (voz, guitarra) e Mariam Doumbia (voz), Mamani Keita (voz), Yao Dembele (baixo eléctrico), Yvo Abadi (bateria), Ali Keita (balafon), Madou Diabate (kora) e Idrissa Soumaoro (teclados).
O video-clip seguinte A Radio Mogo reproduz alguns dos seus temas originais :
Ouvir-se-ão :
Javier Alvarez – Metro Chabacano
José Pablo Moncayo – Homenaje a Cervantes
Eduardo Angulo – Citadino
Joaquín Gutiérrez Heras – Postludio
Rodolfo Halffter – Obertura Festiva, Op. 5
Eugenio Toussaint – Danzas de la Ciudad
Das notas introdutórias de Rui Campos Leitão retirámos : “Quando se fala de música mexicana logo nos vêm à ideia os mariachis; o guitarrão e a vihuela, violinos e trompetes, a harpa, vozes timbradas sob enormes sombreros. Mas, tratando-se aqui de música orquestral, vislumbra-se um «novo mundo» carregado de influências da música clássica europeia, sempre em confluência com as referências culturais autóctones… Até aos anos 1960 imperaram sonoridades de carácter vivo e «colorido», identificadas de maneira mais ou menos explícita com as tradições civilizacionais ameríndias. Depois disso, as vanguardas estilísticas iniciaram a conquista do seu espaço… José Pablo Moncayo e Rodolfo Halffter surgem aqui como representantes de uma geração de compositores que trilhou o mesmo caminho dos pioneiros Silvestre Revueltas e Carlos Chávez, com sentido à afirmação de uma identidade musical mexicana no contexto da música sinfónica …
Ouçamos aqui essa peça introdutória de Javier Alvarez (1956 – )(foto à dir.) tocada pela Orquestra Sinfónica Simon Bolivar da Venezuela dirigida por Keri-Lynn Wilson em 2010 :
Actuará o conjunto “Sete Lágrimas” que irá interpretar a Missa Pro Defunctis a 4 vozes e o Responsorium Tenebrae de Tomás Luis de Victoria.
Por não haver registo deste grupo, reproduzimos esta última peça pelo grupo Pro Cantione Antiqua :
Na véspera Sábado 17 (para o leitor, amanhã) iniciara-se este evento já anualmente regular das Temporadas “Música em São Roque” seguindo, como nas edições anteriores, uma linha de programação que privilegia a ligação estética às características próprias dos locais onde decorrem os concertos, a participação de músicos portugueses ou residentes em Portugal e a divulgação do universo musical português.
“A Igreja de São Roque acolhe sobretudo obras para coro e orquestra do período barroco e clássico, nomeadamente de Bach, Schütz , Vivaldi, Charpentier, Haydn, Mozart e de um conjunto de compositores portugueses e brasileiros que nos séculos XVII e XVIII aproximaram a história da música destes dois países, como sejam Marcos Portugal, André da Silva Gomes, Emerico Lobo de Mesquita e José Maurício Nunes Garcia, entre outros”.
Teresa da Palma Pereira efectuou estudos pianísticos sob orientação de Tania Achot e estudou ainda com Artur Pizarro, Grigory Gruzman,Filipe Pinto-Ribeiro e Jan Michiels e actualmente com Claudio Martinez-Mehner. Foi laureada com vários prémios nacionais e internacionais com o 1º prémio no Concurso Internacional Maria Campina e o 2º prémio e menção especial do júri no Concours International de Piano Son Altesse Royal la Princesse Lalla Meryem, em Marrocos.
Noutra área musical, a Galeria Zé dos Bois, às 22h de Domingo 18 de Novembro, recebe os norte-americanos pop punk de Brooklin Japanther (Ian Vanek e Matt Reilly), que a define como “uma banda rock com canções de amor”. A revista“Flash Art” considera-os “uma forma estudada de anarquismo New Wave” . São precedidos no palco pelos lusos Kimo Ameba.
Dos brooklinianos oiçam os interessados este Challenge :
Participam, entre outros, Carlos do Carmo, Cuca Roseta, Joana Amendoeira, Ana Moura, Celeste Rodrigues, Fernando Alvim e Marco Rodrigues, havendo o desafio lançado aos artistas mais consagrados de partilharem o palco com jovens fadistas que agora começam a despontar nas Casas de Fado.
No Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém realiza-se às 18h deste Domingo 18 de Novembro a cerimónia de abertura do Festival do Cinema Russo, uma iniciativa da Embaixada da Federação Russa, o qual se prolonga até Quarta-feira 21. A entrada é livre.
Contam-se 18 histórias românticas sobre a cidade de Moscovo onde cada curta-metragem de 5 minutos mostra a filosofia do amor nas relações, nos encontros, nas separações … mas a protagonista é sempre Moscovo.
É este o vídeo de uma das histórias (O Violinista de Vera Storogheva) com legendas inglesas :
As exibições seguintes são : a 19 de Novembro Slove. Ao Coração Mesmo de Yuri Staa, a 20 de Novembro 4 Dias em Maio de Achim von Borries e a 21 de Novembro Extravagâncias de Livan Gabriadze.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui )


