por Rui Oliveira
Intérprete privilegiada do repertório arabo-andaluz (mas dominando igualmente o aroubi e o hawzi), constituiu primeiro um conjunto mas desde 2000 actua a solo, tendo editado desde “Zidane”(1995) a “Nouba”(2008) álbuns de grande aceitação entre os melómanos. Nas suas interpretações utiliza, como necessário, os instrumentos tradicionais, tais como o tar, a derbouka, o alaúde, o violão, a kouitra, o ney e o qanoûn no respeito integral das suas regras, da sua harmonia, dos seus ritmos e da sua linha melódica.
Ouçamo-la com o seu grupo em Fevereiro de 2010 no IMA cantando “Ahabba qalbi dabyan turkî” :
Embora seja dia de encerramento dos museus, prosseguem no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, às 18h com entrada livre, as conferências associadas à exposição “As Idades do Mar”, em exibição no Edifício Sede da Fundação até 27 de Janeiro de 2013.
Daí reproduzirmos na imagem junto (agradecendo desde já à FCG) “A Evasão de Rochefort”, 1881 de Édouard Manet (1832-1883), um Óleo sobre tela (80 x 73 cm) pertencente ao Musée d’Orsay em Paris (Inv. RF 1984-158).
Quanto à exposição cuja visita vivamente aconselhamos (e que aqui já oportunamente noticiámos no Pentacórdio para 26 de Outubro), lembramos que o mar é o seu tema central e que nela se encontram mais de uma centena de obras, dos séculos XVI ao XX, provenientes de 51 instituições nacionais e estrangeiras, com o apoio excepcional do Museu d’Orsay.
Van Goyen, Lorrain, Turner, Constable, Friedrich, Courbet, Boudin, Manet, Monet, Signac, Fattori, Sorolla, Klee, De Chirico, Hopper, são alguns dos 89 autores presentes na exposição com obras de superior qualidade bem como exemplares da pintura portuguesa, através de Henrique Pousão, Amadeo de Souza-Cardoso, João Vaz, Maria Helena Vieira da Silva e Menez, entre outros.
Também na Segunda-feira 26 de Novembro, é possível no Institut Français de Portugal, às 19h, assistir a um debate “Michelle Perrot e Irène Pimentel : olhares cruzados sobre a História das Mulheres” onde a entrada é livre.
Michelle Perrot faz parte da geração da Escola Nova Francesa de Estudos Sociais na Europa e é especialista na história do século XIX. O seu artigo “Uma história das mulheres é possível?” é precursor dos estudos sobre a história das mulheres no Ocidente. Defendeu sua tese de doutoramento sobre o movimento operário, sob a supervisão de Labrousse. Historiadora “engagée”, participou ao lado de Foucault no grupo de discussão sobre as prisões donde saiu o livro que organizou “A impossível prisão”. Dirigiu ao lado de George Duby a série “História da vida privada” e “História das mulheres no Ocidente”. Entre os seus livros mais influentes está “Les Femmes ou les Silences de l’Histoire” (2001, não traduzido).
Sinopse : Um cineasta encontra uma mulher e filma, com uma câmara vídeo, alguns momentos a dois. A pouco e pouco dá-se conta que não guarda apenas lembranças mas que constroi um filme. Pede autorização para continuar. Passado um ano, 75 minutos estão montados e prontos…
Mostramos-lhe um excerto do primeiro filme “Zezero” :
Com cerca de cento e vinte artigos científicos publicados, coordenou a redacção do primeiro e único “Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal”, em 1991, tendo recentemente publicado, para lá de inúmeras obras de alerta sobre esta temática, “Alterações Globais. Os Desafios e os Riscos Presentes e Futuros” (Fundação Francisco Manuel dos Santos).
Dentro do programa do Seminário, chamaríamos a atenção para o último debate sobre a palestra do homenageado Prof. Duarte Santos “The essence of our common future”I.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui )


