Pentacórdio para Quarta 28 de Novembro

por Rui Oliveira

 

 

 

 

   Na Quarta-feira 28 de Novembro, a Música no Salão (em regra quinzenal) do Teatro Nacional de São Carlos, consta de um recital dedicado à França no Salão Nobre, às 18h, onde o Coro do Teatro Nacional de São Carlos sob a direcção musical de Giovanni Andreoli irá interpretar de :

 

      Gabriel Fauré  Cantique de Jean Racine

                                Ecce fidelis servus 

                                Madrigal

      César Franck  Domine, non secundum

                               Dextera Domini

                               Psalm 150

      Charles Gounod  Prière du soir

      Jules Massenet  Hérodíade: «Alerte! Levez-vous! Voici que le jour se léve»

                                    Le Roi de Lahore: «Voici le Paradis»

                                    Don Quichotte: «Allégresse!»

 

   Não havendo infelizmente registos dos nossos coros, deixamo-vos (para eventual comparação) com a gravação pelo Choeur Millevoix (escolhemos pour cause um francês!) do “Cantique de Jean Racine” de Fauré :

 

 

 

   Representa-se nesta Quarta-feira 28 de Novembro (bem como na Quinta 29) na Sala Garrett do Teatro Nacional Dª Maria II, às 21h, integrado no “Ano do Brasil em Portugal – Mostra de Teatro do Brasil” o musical “Sassaricando”, um sucesso de já sete temporadas com mais de 230.000 espectadores no Brasil.

   Idealizado por Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo, com direcção de Claudio Botelho e Charles Möeller, esta produção da “Tema Eventos Culturais” tem como actores os remanescentes do primeiro elenco Eduardo Dussek,  Pedro Paulo Malta e Juliana Diniz, além de Inez Viana, Pedro Miranda e Beatriz Faria, já veteranos nas últimas temporadas.

   “Sassaricando” tem como proposta contar parte da história do Rio de Janeiro e do Brasil através das marchinhas de carnaval, género musical tipicamente brasileiro. Composto por quase uma centena de canções assinadas por nomes como Noel Rosa, Lamartine Babo, Haroldo Lobo e João de Barro, o Braguinha, aborda o comportamento da época, as profissões, o transporte, as relações amorosas e até o preconceito.

   Como director musical do espetáculo, coube ao maestro Luis Filipe de Lima criar os arranjos e comandar a banda que acompanha, ao vivo, o elenco. Banda que reúne a nata dos instrumentistas cariocas : Luis Filipe de Lima / Thiago Prata violão de sete cordas, Henrique Cazes / Alessandro Valente cavaquinho, Oscar Bolão / Rafael Farina bateria, Beto Cazes / Fábio Cazes set de percussão, com surdo, pratos e miudezas, Dirceu Leite set de sopros, com flautas, saxes, clarinete e clarone, Gilson Santos trompete e flugelhorn e Fabiano Segalote trombone.

   Mostramos-lhe uma colectânea de trechos do musical :

 

 

 

   Nesta Quarta 28 de Fevereiro há na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h30 com entrada livre, na comemoração do Centenário da Proclamação da Independência da República da Albânia, um recital com solistas da Orquestra Metropolitana constituidos num Quarteto de Cordas Kuartet Harqesh  − composto por Ana Pereira violino, José Teixeira violino, Irma Skenderi viola (foto) e Marco Pereira violoncelo (foto)  − que interpretará de :

        Tish Daija – Moderato – Allegro, 1.º andamento do Quarteto de Cordas

        Alexandre Delgado – Pequena Suite Laurissilva

        Tish Daija – Allegro, 3.º andamento do Quarteto de Cordas

 

   Embora não correspondendo a peça deste programa, divulgue-se (para conhecimento deste autor) o tema “Over the Highland Pastures” para piano e flauta do compositor albanês Tish Daija (1926-2004) :

 

 

 

 

   Quanto a conferências de entrada livre e debate público, lembramos (porque por erro não o fizémos antes) que HOJE (i.e. Segunda 26 para o leitor regular) o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) comemora os cinquenta anos da sua história com um ciclo de conferências “Portugal em Mudança – Diversidades, Assimetrias e Contrastes” a realizar no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian a partir das 9h desta Segunda-feira. (ver o programa completo em http://www.ics.ul.pt/rdonweb-recursos/events/2012-11/2012-11-26Programa.pdf )

   Nos últimos 50 anos o país viveu uma série de mudanças rápidas e profundas, que o transformaram em todas as suas dimensões. Mudanças que alteraram a estrutura da sociedade, a sua organização política e económica, as suas instituições, os valores e atitudes dos cidadãos, a situação de Portugal no mundo. Ao longo dessas cinco décadas, o ICS tem acompanhado e analisado as mudanças na sociedade portuguesa, produzindo conhecimento que permitiu e permite compreendê-la melhor nas suas diferenciações internas e nos contextos europeu e internacional. Será esse o tema central de todo o ciclo.

   Como polos de possível interesse chamaríamos a atenção para a Conferência de Abertura, às 10h30, do economista Paul de Grawe (Universidade Católica de Lovaina) sobre “A Crise das Dívidas Soberanas : Mundo, Europa, Portugal”  que, no seu resumo, diz “Analisei as implicações dessa fragilidade (da moeda única) para a governança da EuroZona. Defendo que o papel do Banco Central Europeu como emprestador de último recurso é essencial  para reduzir a fragilidade da EuroZona. Em complemento, dar passos para uma união orçamental é um elemento chave para reforçar estruturalmente a União”.

   Outro momento potencialmente mais interessante será a Mesa-redonda final na Terça 27 de Novembro, às 16h, sobre “Portugal Social : O Que Nos Falta ?” onde, sob a moderação de António José Teixeira (SIC Notícias), debaterão Boaventura Sous Santos (CES-FEUC), José Félix  Ribeiro (DPP-MAMAOT), José Ferreira Machado (NOVA SBE), Maria Manuela Silva (ISEG-UTL), Viriato Soromenho Marques (FLUL) e Jorge Vala (ICS-UL).  

 

 

 

   No Ritz Club (Rua da Glória, nº 57), às 22h desta Quarta-feira 28 de Novembro toca o Quinteto “OGRE” de  Maria João, o seu novo projecto musical nascido da criatividade de cinco músicos que juntaram competências e universos sonoros distintos. Os teclados de João Farinha, o piano de Júlio Resende, a bateria de Joel Silva e a electrónica de André Nascimento conjugam-se de forma harmoniosa com a voz inconfundível da cantora.

   Os temas são os do recente álbum “Electrodoméstico” onde, anuncia-se, “ o quinteto se liga à corrente e distribui uma sonoridade invulgar que combina o jazz com a música electrónica nas suas várias vertentes (drum’n’bass, dub, electroacústica, entre outras), recorrendo a um repertório eclético de composições originais e versões de temas jazz e pop/rock”.

  Eis como soa o tema There Will Never Be Another You :

(para ouvir outros temas deste álbum numa recente apresentação na FNAC, ver aqui : http://youtu.be/Ge_VFd2Jnaw  ou http://youtu.be/tHdaGG23F64 )

 

 

 

 

   Por último, actuam nesta Quarta-feira 28 de Novembro no Ondajazz, às habituais 22h30, os CaléGadjé, um agrupamento que se assume como um projecto de Flamenco contemporâneo, baseando-se na tradição flamenca como alicerce de criação. A sua música – diz quem a ouviu −  “denota a multiplicidade de influências de cada um dos seus membros, unindo a energia vibrante do flamenco, a simplicidade da pop e a riqueza rítmica da música latina”.

   Compõe-no :  Diego “El Gavi” cante, Paulo Croft  guitarra Flamenca, Francisco Brito contra-baixo, Pedro Pereira piano e Helder Silva “pakito” percussões.

   Cremos que este registo encontrado corresponde a uma actuação deste grupo :

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )

 

 

 

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