por Rui Oliveira
Nesta primeira sessão “Integral das Sinfonias de Brahms I” que terá lugar no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 21h, a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo maestro Lawrence Foster com a participação dos instrumentistas Elena Bashkirova piano e Pedro Ribeiro oboé cumprirá o seguinte programa :
Richard Strauss Concerto para Oboé e Orquestra
Robert Schumann Concerto para Piano e Orquestra, op. 54
Johannes Brahms Sinfonia nº 3, op. 90
Tendo crescido na proximidade de um vulto como Dimitri Bashkirov, seu pai e notável pianista, Elena Bashkirova (foto) rapidamente se tornou numa intérprete de referência. Com uma linguagem extremamente depurada, exibe uma versatilidade rara, abordando com igual esmero repertórios clássicos e contemporâneos.
Igualmente versátil, o oboísta Pedro Ribeiro (foto) é um dos mais dotados solistas da Orquestra Gulbenkian, tendo, entre muitas outras intervenções, participado na gravação do Concerto para Oboé e Cordas de António Victorino d’Almeida, acompanhado pela Orquestra do Algarve (ed. Numérica).
Não havendo registo de qualquer actuação anterior destes músicos sobre as peças do programa, deixamos-lhe a gravação da 1ª peça para Oboé e Orquestra com a “Tonhalle Orchester” dirigida por Volkmar Andreae com Heinz Holliger no oboé :
E já agora o Concerto para Piano e Orquestra integral pela Rotterdam Philharmonic Orchestra dirigida por Claus Peter Flor com Nelson Freire ao piano :
“At most mere minimum” expressa também a nossa vontade de criar um espaço de encontro e experimentação que intensifique diferenças e alimente o desejo de partilha das várias perspetivas, alargando assim a nossa visão sobre o mundo”.
Por seu lado, a última (e nona) peça da dupla da nova geração da dança portuguesa Sofia Dias & Vítor Roriz (foto à dir.), Fora de qualquer presente, estreou no Alkantara Festival deste ano, tendo a anterior, Um gesto que não passa de uma ameaça, recebido o prémio Jardin d’Europe em 2011.
Para sugerir o espectáculo, mostramos-lhe o trailer de “Nenhum Nome” onde participaram Carla Maciel (como actriz) e Gonçalo Waddington (como realizador) :
Também da performance de Sofia Dias & Vítor Roriz em Fora de qualquer presente temos aqui o respectivo filme-anúncio :
Entretanto, na Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal vai ocorrer nesta Quinta-feira 29 de Novembro (repetindo-se na Sexta 30), às 21h, o último espectáculo da bienal Artista na Cidade onde Anne Teresa De Keersmaeker irá apresentar “Drumming”, uma sua coreografia com música de Steve Reich, ao vivo pelo Ensemble Ictus.
Na sua coreografia, Anne Teresa de Keersmaeker preserva o espírito da música e, ao mesmo tempo, enriquece-o : tal como na música, a complexidade da coreografia surge de uma única frase de movimento à qual são aplicadas inúmeras variações no tempo e no espaço. Uma onda de pura dança e puro som que poderemos apreciar (ou pelo menos pressentir) no vídeo abaixo :
São seus intérpretes Peter Pina, Margarida Moreira e Ricardo Barbosa, sendo o design e vídeos de Tiago Santos e os figurinos de Luiz Gonçalves e Roberto Fernandes.
Conclui : “A culpa não é de ninguém. A culpa é da vida. A culpa é do destino.”
Eis o filme-anúncio :
Nessa noite de Quinta-feira 29 de Novembro, às 23h, actua no Hot Clube (Praça da Alegria nº 48) o “European Saxophone Ensemble” sob a direcção de Guillaume Orti, que irá tocar composições de Ronan Guilfoyle , Alan Hilario, Kari Ikonen, Ingrid Laubrock, Stéphane Payen.
Ouçamo-los interpretando alguns temas deste concerto numa actuação em 2011 :
A fusão de généros musicais tem sido algo que faz parte do percurso de Selma Uamusse, dai que a fusão que Miriam Makeba faz do blues com a música africana desde cedo a tenha interessado … e daí o tributo que faz prever ser “uma noite de celebração em que o improviso, o ritmo, a dança não irão faltar” − diz o Ondajazz.
Por último, no campo das conferências/debate, tem lugar no Institut Français de Portugal, com início nesta Quinta-feira 29 de Novembro (e encerramento na Sexta 30), em ligação com o Festival Temps d’Images, o “Colóquio Internacional ARTE POLÍTICA ECONOMIA”, a partir das 10h e com entrada livre.
“Nas últimas décadas temos assistido a uma mudança das condições de produção e distribuição que modificam não só o trabalho artístico mas, também, as características dos receptores das obras, induzindo novas linhas de percepção e pensamento. Neste colóquio, procura-se equacionar as conjunturas de natureza artística, politica e económica que têm determinado os actuais contextos.
Até que ponto será ainda a arte determinante na criação do “aspecto” do mundo? Seremos ainda capazes de reconhecer uma autonomia essencial da arte?”.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui )


