por Rui Oliveira
Como descreve a imprensa local nova-iorquina :
“ O cenário de sonho criado por David Alden (o produtor) fornece um convincente pano de fundo para esta dramática história de ciúme e vingança. O argentino Marcelo Álvarez tenor lírico interpreta o Rei (Gustavo III ou Ricardo) em conflito interior ; a americana Sondra Radvanovsky soprano é Amélia, o objecto da sua paixão secreta ; e o russo Dmitri Hvorostovsky barítono é o seu marido desconfiado (o primeiro-ministro Anckarström /Renato). Entretanto a coreano-americana Kathleen Kim soprano faz de pagem Óscar e a americana Stephanie Blythe contralto canta o papel da vidente Ulrica”.
Nota: Os nomes duplos correspondem ao da versão original de Verdi que decorre na Suécia e àquele que lhe atribuiu quando foi obrigado a transferir a acção para Boston.
Mostramos-lhe duas árias célebres, a “Oh, qual soave brivido” entre Amélia e Gustavo (2º acto) e a “Eri tu” de Anckarström (3º acto) :
Neste Sábado 8 de Dezembro estreia na Sala Garrett do Teatro Nacional Dª Maria II mais um espectáculo integrado no “Ano do Brasil em Portugal – Mostra de Teatro do Brasil”, às 21h, repetindo no dia seguinte (Domingo 9, às 16h).
Tema : Um homem e uma mulher falam, pensam, discutem, esbravejam, cantam, dançam, especulam, procuram-se, torturam-se, provocam-se e amam-se, em torno da fábula de Saniok que mata a sua mulher por “falta de oxigénio”.
O texto, dividido em dez cenas, todas a partir dos mandamentos (ou similar), é escrito sob a forma de canção, com os seus refrãos e os seus ritmos já impressos nele e fundamenta-se na mistura de todos os assuntos mais importantes discutidos na nossa época actual: religião, política, sociedade e humanidade. Tudo isso de maneira caótica, poética, musical e violenta.
Mostramos-lhe um conjunto de cenas a quando da sua apresentação em Maio de 2012 :
“A mulher que escreveu a Bíblia” conta a história de uma mulher contemporânea que descobre, através de uma terapia de vidas passadas, a sua identidade ancestral, a um só tempo encantadora e assustadora. Ela fora, no século X a. C., uma das setecentas esposas do rei Salomão − a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever − e a quem, encantado com essa habilidade inusitada (“… mulher escrevendo ? … Mulher, mesmo feia, era para cuidar da casa, para casar, gerar filhos…”), o sábio Rei encarregou de escrever a história do seu povo. História essa que a anónima narradora baptiza com um nome grego: bíblion, Bíblia.
Eis um excerto da sua apresentação em 2010 no Festival de Nova Friburgo no Brasil :
Sob a direcção artística de Sandra Battaglia, direcção musical de Rui Filipe Reis e com interpretação de Bruno Alves, Cláudia Santos, Joana Silva, Margarida Silva, Pascoal Amaral e Sandra Battaglia, “embarcamos numa viagem na memória do Mundo, de diásporas de um povo navegador, cruzando raízes do passado, presente e futuro, em miscigenações culturais, por onde a lusofonia passou”…“Diáspora” retrata um Povo portador de descobertas e naufrágios, de ligação e miscigenação, deste sentido capaz de receber e estar disponível para as diferentes culturas”.
Quanto a cinema, além da estreia hoje (Quinta-feira) de “Amor” de Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro no “Festival de Cinema de Cannes” em 2012 − a que nos referiremos quando o visionarmos −, realiza-se no Sábado 8 de Dezembro, à semelhança do que vem acontecendo desde há anos, no Grande Auditório da Culturgest e em associação com o Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação a sessão (a partir das 17h) onde se projectará uma selecção de entre os filmes premiados feita pela organização do Festival realizado, como habitualmente desde 1976 em Espinho.
Os filmes seleccionados desta 36ª edição do Festival para projecção na Culturgest foram os seguintes:
Vejam a apresentação deste penúltimo «Head over heels» :
Quanto a espectáculos musicais de música erudita (adoptando esta designação) há diversos neste Sábado 8 de Dezembro. Assim :
Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 17h, há um concerto pelo Coro Académico “Romanos Melodos”, comemorativo do 15º aniversário do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa, com a direcção coral de Svetlana Poliakova onde colaboram Mário Trilha, em cravo e Francisco Monteiro, ao piano.
Interpretarão primeiro “12 Minuetos” de João Cordeiro da Silva, “Marcha Fúnebre” (2011) de Francisco Monteiro (em primeira audição) e “In Folio – para Constança” de Jorge Peixinho.
Na segunda ouvir-se-ão diversos temas corais não só tradicionais mas também de S. Smolensky, Yvan Moody e Arvo Pärt.
(ver pormenor do programa em http://www.gmcs.pt/index.php?op=cont&cid=82&sid=847# )
Na Aula Magna da Universidade de Lisboa, às 21h30, na “Gala de Ópera da Universidade de Lisboa” o Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa e em colaboração com os Coros das Universidades de Lisboa e Évora, o Coral Regina Caeli e a Orquestra Sinfónica Juvenil sob a direcção de Christopher Bochmann interpretarão excertos de óperas de Wolfgang Amadeus Mozart, Richard Wagner e Giuseppe Verdi.
Também na Igreja de São Roque, às 21h30, novo espectáculo do festival Música em São Roque com a presença do Alem Mares Ensemble sob a direcção de Rodrigo Teodoro.
Num concerto intitulado «Obras Sacras Brasileiras de fins do Século XVIII e início do Século XIX», o coro Além Mares Ensemble apresenta um programa composto por obras de André da Silva Gomes, Jerônimo de Souza Queiroz, Marcos Coelho Neto, José Rodrigues Domingos de Meirelles e Emerico Lobo de Mesquita.
O programa inclui obras de Antonio Vivaldi Concert” Il Riposo per il Santissimo Natale”, de Arcangelo Corelli Concerto Grosso fatto per la Notte di Natale, op.6 nº8, de J.S. Bach “Et exsultavit” extraído do Magnificat BWV 643, de Antonio Vivaldi “Domine Deus” extraído do Gloria RV 589 e de W.A. Mozart “Tu Virginum Corona” extraído do Exultate Jubilate K 165.
Ainda no mesmo Sábado 8 de Dezembro,no Auditório do Museu do Oriente, às 17h, há um concerto “Os Sete Pecados Mortais” dadopelos Solistas da Metropolitana Nuno Silva clarinete, Arlindo Santos fagote, Sérgio Charrinho trompete, Reinaldo Guerreiro trombone, Manuel Campos percussão, Adrian Florescu violino e Vladimir Kouznetsov contrabaixo com Susana Henriques na narração onde se inclui :
André Jolivet – Rapsódia a sete
Jean Balissat – Os sete pecados mortais
Isabelle Aboulker – História do pequeno Ivan que não queria ser soldado
Da mesma forma nesse dia, às 16h, no Palácio Nacional da Ajuda, o concerto “Quinteto de Brahms” reune os Solistas da Metropolitana Carlos Damas violino, José Teixeira violino, Valentin Petrov viola, Jian Hong violoncelo e Anna Tomasik piano para interpretarem de Johannes Brahms Quinteto em Fá menor, Op. 34.
Por fim a 8 de Dezembro (Sábado), na Igreja N. S. de Fátima (Av. Berna), às 17h30, o Coro da Universidade Nova de Lisboa, sob a direção do Maestro João Valeriano, apresenta um “Concerto de Natal” com um programa composto por “Carols”, “Villancicos”, “Motetes” de Bach, Haydn, Mozart e Lopes Graça.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui )


