Pentacórdio para Sábado 8 de Dezembro

por Rui Oliveira

 

un Ballo in maschera   No Sábado 8 de Dezembro regressa ao ecrã do Grande Auditório a Met Opera Live in HD, às 18h, com a reprodução em directo da ópera “Un ballo in maschera” (Um Baile de Máscaras) de Giuseppe Verdi sobre um libreto de Antonio Somma, dirigida pelo maestro Fabio Luisi, convidado regular do Metropolitan e que é também Maestro Titular da Sinfónica de Viena (desde 1995) e da Orquestra Sinfónica de Leipzig (desde 1999). Cantado em italiano com legendas em inglês.

   Como descreve a imprensa local nova-iorquina :

   “ O cenário de sonho criado por David Alden (o produtor) fornece um convincente pano de fundo para esta dramática história de ciúme e vingança. O argentino Marcelo Álvarez tenor lírico interpreta o Rei (Gustavo III ou Ricardo) em conflito interior ; a americana Sondra Radvanovsky soprano é Amélia, o objecto da sua paixão secreta ; e o russo Dmitri Hvorostovsky barítono é o seu marido desconfiado (o primeiro-ministro Anckarström /Renato). Entretanto a coreano-americana Kathleen Kim soprano faz de pagem Óscar e a americana Stephanie Blythe contralto canta o papel da vidente Ulrica”.

   Nota: Os nomes duplos correspondem ao da versão original de Verdi que decorre na Suécia e àquele que lhe atribuiu quando foi obrigado a transferir a acção para Boston.

   Mostramos-lhe duas árias célebres, a “Oh, qual soave brivido” entre Amélia e Gustavo (2º acto) e a “Eri tu” de Anckarström (3º acto) :

 

   Neste Sábado 8 de Dezembro  estreia na Sala Garrett do Teatro Nacional Dª Maria II mais um espectáculo integrado no “Ano do Brasil em Portugal – Mostra de Teatro do Brasil”, às 21h, repetindo no dia seguinte (Domingo 9, às 16h).

oxigenio-companhia-brasileira-de-teatro   Trata-se de “Oxigénio” do dramaturgo, director (e também actor) russo Ivan Viripaev (na tradução de Irina Starostina e Giovana Soar), um espectáculo dirigido por Marcio Abreu e interpretado por Patrícia Kamis e Rodrigo Bolzan, com cenários de Fernando Marés e trilha sonora de Gabriel Schwartz (que a interpreta com Miro Dottori), numa realização da Companhia Brasileira de Teatro.

   Tema : Um homem e uma mulher falam, pensam, discutem, esbravejam, cantam, dançam, especulam, procuram-se, torturam-se, provocam-se e amam-se, em torno da fábula de Saniok que mata a sua mulher por “falta de oxigénio”.

   O texto, dividido em dez cenas, todas a partir dos mandamentos (ou similar), é escrito sob a forma de canção, com os seus refrãos e os seus ritmos já impressos nele e fundamenta-se na mistura de todos os assuntos mais importantes discutidos na nossa época actual: religião, política, sociedade e humanidade. Tudo isso de maneira caótica, poética, musical e violenta.

   Mostramos-lhe um conjunto de cenas a quando da sua apresentação em Maio de 2012 :

Foto: Diego Pisante / CLIX - CRÉDITO OBRIGATÓRIO   Também no Teatro Nacional Dª Maria II e igualmente a 8 de Dezembro (Sábado), mas na sua Sala Estúdio, às 21h15 (repete no Domingo 9, às 16h15) se exibe “A Mulher que escreveu a Bíblia”, um espectáculo com concepção e direcção de Guilherme Piva a partir dum livro de Moacyr Scliar adaptado por Thereza Falcão, com uma performance de Inez Viana e com música original de Marcelo Alonso Neves e cenários de Sérgio Marimba.

   “A mulher que escreveu a Bíblia” conta a história de uma mulher contemporânea que descobre, através de uma terapia de vidas passadas, a sua identidade ancestral, a um só tempo encantadora e assustadora. Ela fora, no século X a. C., uma das setecentas esposas do rei Salomão − a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever −  e a quem, encantado com essa habilidade inusitada (“… mulher escrevendo ? … Mulher, mesmo feia, era para cuidar da casa, para casar, gerar filhos…”), o sábio Rei encarregou de escrever a história do seu povo. História essa que a anónima narradora baptiza com um nome grego: bíblion, Bíblia.

   Eis um excerto da sua apresentação em 2010 no Festival de Nova Friburgo no Brasil :

 

teatro ibérico

diaspora teatro ibéricoDiasporaIberico1   Ainda falando de teatro, representa-se na Quinta, Sexta e Sábado 8 de Dezembro no Teatro Ibérico (Rua de Xabregas, nº 54) um espectáculo interdisciplinar de música e dança intitulado Diáspora “Um Deserto com Saudades de Mar”, fruto da colaboração do Teatro com a Amálgama Companhia de Dança.

   Sob a direcção artística de Sandra Battaglia, direcção musical de Rui Filipe Reis e com interpretação de Bruno Alves, Cláudia Santos, Joana Silva, Margarida Silva, Pascoal Amaral e Sandra Battaglia, “embarcamos numa viagem na memória do Mundo, de diásporas de um povo navegador, cruzando raízes do passado, presente e futuro, em miscigenações culturais, por onde a lusofonia passou”…“Diáspora” retrata um Povo portador de descobertas e naufrágios, de ligação e miscigenação, deste sentido capaz de receber e estar disponível para as diferentes culturas”.  

 

   Quanto a cinema, além da estreia hoje (Quinta-feira) de “Amor” de Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro no “Festival de Cinema de Cannes” em 2012 −  a que nos referiremos quando o visionarmos −, realiza-se no Sábado 8 de Dezembro, à semelhança do que vem acontecendo desde há anos, no Grande Auditório da Culturgest e em associação com o Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação a sessão (a partir das 17h) onde se projectará uma selecção de entre os filmes premiados feita pela organização do Festival realizado, como habitualmente desde 1976 em Espinho.

cinanima   Lembramos que este festival, o mais importante de cinema de animação português e um dos mais antigos festivais deste tipo de cinema em todo o mundo, tem duas secções competitivas principais. A Secção Internacional abrange as categorias de Curtas-metragens, Longas-metragens, Primeiro Filme ou Filme de Estudos, Publicidade e Informação.  Na Competição Nacional há dois concursos : “Prémio António Gaio” para o melhor filme português em competição e “Prémio Jovem Cineasta Português”. O Cinanima atribui ainda prémios relativos a cada categoria e vários outros como, por exemplo, o “Grande Prémio Cinanima 2012” para o melhor filme do Festival, o “Prémio Especial do Júri” ou o “Prémio José Abel”.

   Os filmes seleccionados desta 36ª edição do Festival para projecção na Culturgest foram os seguintes:

LE-GRAND-AILLEURS-ET-LE-PETIT-ICI-1_20122   «Sem papas na língua», pelas Crianças Oficinas da Anilupa, «Branco», de Raquel Felgueiras, «Outro homem qualquer», de Luís Soares, «Along the way», de Georges Schwizgebel (Prémio de Longa Metragem José Abel), «Kali, o pequeno vampiro», de Regina Pessoa (Menção Especial do Júri), «A morning strol», de Grant Orchard, «A energia na Terra chega para todos», de José Miguel Ribeiro, «Swarming», de Joni Mannisto (Prémio Gaston Roch), «Demoni», de Theodore Ushev (Prémio Alves Costa da Melhor Curta Metragem até 5 min), «Oh Willy…», de Emma De Swaef, Marc James Roels (Prémio de 5 a 24 min), «Head over heels», de Tim Reckart (Prémio Especial do Júri) e «Le grand Ailleuirs et le petit ici», de Michèle Lemieux (Grande Prémio Cinanima 2012) (foto).

   Vejam a apresentação deste penúltimo «Head over heels» :

 

   Quanto a espectáculos musicais de música erudita (adoptando esta designação) há diversos neste Sábado 8 de Dezembro. Assim :

   Na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 17h, há um concerto pelo Coro Académico “Romanos Melodos”, comemorativo do 15º aniversário do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa, com a direcção coral de Svetlana Poliakova onde colaboram Mário Trilha, em cravo e Francisco Monteiro, ao piano.

   Interpretarão primeiro “12 Minuetos” de João Cordeiro da Silva, “Marcha Fúnebre” (2011) de Francisco Monteiro (em primeira audição) e “In Folio – para Constança” de Jorge Peixinho.

   Na segunda ouvir-se-ão diversos temas corais não só tradicionais mas também de S. Smolensky, Yvan Moody e Arvo Pärt.

(ver pormenor do programa em http://www.gmcs.pt/index.php?op=cont&cid=82&sid=847# )

   Na Aula Magna da Universidade de Lisboa, às 21h30, na “Gala de Ópera da Universidade de Lisboa” o Coro do Instituto Gregoriano de Lisboa e em colaboração com os Coros das Universidades de Lisboa e Évora, o Coral Regina Caeli e a Orquestra Sinfónica Juvenil  sob a direcção de Christopher Bochmann interpretarão excertos de óperas de Wolfgang Amadeus Mozart, Richard Wagner e Giuseppe Verdi.

   Também na Igreja de São Roque, às 21h30, novo espectáculo do festival Música em São Roque com a presença do Alem Mares Ensemble sob a direcção de Rodrigo Teodoro.

   Num concerto intitulado «Obras Sacras Brasileiras de fins do Século XVIII e início do Século XIX», o coro Além Mares Ensemble apresenta um programa composto por obras de André da Silva Gomes, Jerônimo de Souza Queiroz, Marcos Coelho Neto, José Rodrigues Domingos de Meirelles e Emerico Lobo de Mesquita.

músicos do tejo   Igualmente na Igreja de Nossa Senhora das Mercês, às 16h, o conjunto Os Músicos do Tejo executam um concerto denominado “O Esplendor da Música Sacra Barroca” sob a direcção de Marcos Magalhães e a colaboração de Ana Quintans soprano.

   O programa inclui obras de Antonio Vivaldi Concert” Il Riposo per il Santissimo Natale”, de Arcangelo Corelli Concerto Grosso fatto per la Notte di Natale, op.6 nº8, de J.S. Bach “Et exsultavit” extraído do Magnificat BWV 643, de Antonio Vivaldi “Domine Deus” extraído do Gloria RV 589 e de W.A. Mozart “Tu Virginum Corona” extraído do Exultate Jubilate K 165.

   Ainda no mesmo Sábado 8 de Dezembro,no Auditório do Museu do Oriente, às 17h, há um concerto  “Os Sete Pecados Mortais” dadopelos Solistas da Metropolitana  Nuno Silva clarinete, Arlindo Santos fagote, Sérgio Charrinho trompete, Reinaldo Guerreiro trombone, Manuel Campos percussão, Adrian Florescu violino e Vladimir Kouznetsov contrabaixo com Susana Henriques na narração onde se inclui :

      André Jolivet Rapsódia a sete

      Jean Balissat –  Os sete pecados mortais

      Isabelle Aboulker –  História do pequeno Ivan que não queria ser soldado

   Da mesma forma nesse dia, às 16h, no Palácio Nacional da Ajuda, o concerto Quinteto de Brahms” reune os  Solistas da Metropolitana  Carlos Damas violino, José Teixeira violino, Valentin Petrov viola, Jian Hong violoncelo e Anna Tomasik piano para interpretarem de Johannes Brahms  Quinteto em Fá menor, Op. 34.

   Por fim a 8 de Dezembro (Sábado), na Igreja N. S. de Fátima (Av. Berna), às 17h30, o Coro da Universidade Nova de Lisboa, sob a direção do Maestro João Valeriano, apresenta um “Concerto de Natal” com um programa composto por “Carols”, “Villancicos”, “Motetes” de Bach, Haydn, Mozart e Lopes Graça.

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui )

 

 

 

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