por Rui Oliveira
Na Quinta-feira 10 de Janeiro o relevo deve ser dado à actividade teatral que recomeça. Assim na Sala Estúdio do Teatro Nacional DªMaria II, às 21h15, estreia “M-Show” com texto e encenação de Marcantonio Del Carlo e dramaturgia de Marta Nunes, interpretado por Marcantonio Del Carlo e Marta Nunes.
A peça interroga-nos : Onde termina então a realidade e começa a ficção? Seremos capazes de discernir a fronteira que nos separa do imaginário mediático ou já fazemos também parte deste universo ficcional? Pois o tema, sinopticamente, é o seguinte :
“ Sebastião M, 35 anos, é apresentador de um programa radical que, à meia-noite, é sintonizado por mais de um milhão de espectadores: o M-Show! A irreverência e a bizarria são trunfos de um talk-show onde os convidados são enxovalhados sem piedade. Inesperadamente, apenas um foco de luz ilumina o rosto de Sebastião M, enquanto o resto do palco mergulha na penumbra. Nesse momento, sussurra para o público, confessando os seus pensamentos mais íntimos. Como se alguém tivesse feito uma pausa com o telecomando, percebe-se que Sebastião M não é a figura bizarra que todos acreditavam ser”.
Quando a sua filha nasceu, Raquel Castro iniciara um diário em vídeo de 365 dias para poder mostrar-lhe, mais tarde, o seu primeiro ano de vida. Inspirada por esse registo privado e documental, e após ter participado no Laboratório de criação – Biografia em 2011 no Maria Matos TM, decidiu criar um espectáculo, uma carta-vídeo de uma mãe para uma filha que é também um retrato de uma
Diz a autora no espectáculo : “Quase sempre aquilo que parecia ter sido um dia igual aos outros acabava por me surpreender, porque ao reviver o filme em câmara lenta no final de cada dia, dava por mim a relembrar coisas, situações, imagens, pessoas ou palavrasbque tinha ouvido ou dito, das quais dificilmente me tronaria a lembrar. Foi importante perceber que a vida está cheia de presente, de um presente que não podemos abarcar na totalidade. A sensação era de que afinal tinha vivido muito mais do que aquilo que julgava….”.
A interpretação é da própria, com apoio à dramaturgia de Pedro Gil e vídeo de João Gambino.
A direcção artística, espaço cénico e desenho de luz são de Rui Horta, cabendo a interpretação a Anton Skrzypiciel, Miguel Borges, Pedro Gil e Teresa Alves da Silva. O vídeo é de Francisco Venâncio e a música original é interpretada ao vivo por David Santos (Noiserv).
Para Rui Horta, criador do bailado : “ «Estado de Excepção» é o fracasso olhado como sucesso, é a poética do fracasso que sublima a crise e se entrega à rebelião e à luta. É o naufrágio com a terra à vista, já com destino anunciado. O erro é profundamente teatral, é coreográfico. Comecemos o espectáculo com um grito. A violência da perda é o que nos faz avançar.Terminá-lo-emos quando o conseguirmos transformar em canção.
Este é o vídeo dos seus ensaios a quando da apresentação em Guimarães/Capital Europeia da Cultura 2012 :
No campo musical, há nova (e meritória) “saída” dos Solistas da Metropolitana por vários palcos, sempre com o habitual acesso livre.
Assim, nesta Quinta-feira 10 de Janeiro, haverá concerto às 18h30 na Sociedade Portuguesa de Autores, pelo Duo Contrasti composto por Diana Tzonkova violino e Ercole de Conca contrabaixo que irão interpretar :
Reinhold Glière – Suite para Violino e Contrabaixo
Daniele Furlan – Trivium
Virgilio Mortari – Duetos Concertantes
Gioachino Rossini – Dueto para Violino e Contrabaixo
Mais tarde, às 19h, no El Corte Inglés (Lisboa), num concerto comentado por Alexandre Delgado, dedicado aos Concertos de Brandenburgo, o naipe de Solistas da Metropolitana que engloba Janete Santos flauta, Sally Dean oboé, Sérgio Charrinho trompete, Ana Pereira violino, Liviu Scripcaru violino, Elena Komissarova violino, Irma Skenderi viola, Paulo Gaio Lima violoncelo e Marcos Magalhães cravo tocará :
Johann Sebastian Bach – Concerto Brandeburguês n.º 2 em Fá maior, BWV 1047
Johann Sebastian Bach – Concerto Brandeburguês n.º 5 em Ré maior, BWV 1050
De manhã, às 13h, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, um Trio de Flauta, Violoncelo e Piano composto por Nuno Inácio flauta, Ana Cláudia Serrão violoncelo e Anna Tomasik piano preencherão um programa com :
Joseph Haydn – Trio n.º 16 em Ré maior, Hob.XV:16
Philippe Gaubert – Três aguarelas
Bohuslav Martinů – Trio H. 300
Este concerto será repetido na Sexta 11, às 19h, no Liceu de Camões (como Concerto Aberto Antena 2, comentado por André Cunha Leal).
A ZDB descreve-a como : “ Formação essencial para a evolução rigorosa dos dialectos do Jazz, a Unit Core potencia a escrita mais personalizada e detalhada de Sei Miguel. Esta é a sua música mais exigente, com a primazia da frase e do silêncio sobre a forma.”
Este é o seu som em “Breaker” de há já dois anos :
No Onda Jazz, às 22h30, repete-se o Piano-Batuque com a presença de Pablo Lapidusas ao piano e Joel Silva na bateria.
Deixamo-vos com um excerto do álbum de Carlos Bica :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui)


