por Rui Oliveira
Lembremos, como homenagem, que Elisabete Matos deu os primeiros passos da sua carreira no papel de Frasquita, da “Carmen”, no Coliseu do Porto, já lá vão 25 anos. Depois foi estudar canto para Madrid e teve sucesso internacional, se bem que tenham passado vários anos até ter sido convidada para cantar papéis de relevo em Lisboa.
Agora é vivamente solicitada, daí a oportunidade deste encontro antes que Elisabete Matos parta para Viena (fazer a 17/1 na Staatsoper o papel de Abigail no Nabucco de Verdi), depois para Los Angeles (em La Opera, o de Senta no The Flying Dutchman de Wagner), em seguida Nápoles (no Teatro San Carlo, idem) e finalmente Barcelona (representar no Gran Teatre del Liceu o papel de Irene no Rienzi de Wagner).
Antecipemos entretanto a sessão, ouvindo-a há quatro meses atrás na ária “In questa regia” da ópera Turandot de Puccini, acompanhada ao pino por Nuno Vieira de Almeida :
Terminam neste Sábado 12 de Janeiro as apresentações públicas de entrada livre de Solistas da Metropolitana neste final de semana.
Assim, às 16h, no Museu Nacional de Arte Antiga, um Duo de Percussão composto pelos solistas da OML Fernando Llopis e Marco Fernandes tocando marimba, vibrafone e outras percussões interpretarão de :
Casey Cangelosi – Teatral n.º 1
Gareth Vincent Farr – Diálogo
Isaac Albéniz – Granada, Peça n.º 1 da Suite Espanhola, Op. 47
Cody Criswell – Emaranhamento
Black Tyson – Rio Vertical
Anders Koppel – Tocata
Um pouco mais tarde, às 17h, no Museu do Oriente , em concerto comentado por Rui Campos Leitão e intitulado De Brandeburgo a Viena, os solistas da OML Janete Santos flauta, Sally Dean oboé, Sérgio Charrinho trompete, Ana Pereira violino, Liviu Scripcaru violino, Elena Komissarova violino, Irma Skenderi viola, Paulo Gaio Lima violoncelo e Marcos Magalhães cravo irão tocar de :
Johann Sebastian Bach – Concerto Brandeburguês n.º 2 em Fá maior, BWV 1047
Anton Webern – Quarteto de Cordas, Op. 28
Johann Sebastian Bach – Concerto Brandeburguês n.º 5 em Ré maior, BWV 1050
Não há obviamente registo destas actuações mas deixamo-vos uma gravação da peça de Webern para dar a medida do desafio que espera estes Solistas da OML :
Explica o autor :
A boca muda a falar.
Como é que uma boca muda pode falar? É deste paradoxo que a peça trata.
Por último, um evento cinematográfico.
A película, interpretada por Charlton Heston, Susannah York e Jill Townsend, tem a seguinte sinopse :
O egiptólogo Matthew Corbeck e a sua ajudante Jane descobrem o túmulo da rainha Kara, “A Inominável”. Anne, a esposa de Corbeck, dá à luz a sua filha prematura que, aparentemente, nasce morta. Enquanto o arqueólogo examina a máscara da rainha, a bebé grita: o espírito da soberana egípcia reencarnou no corpo da criança. Dezoito anos mais tarde, pai e filha vivem obcecados pela rainha do Nilo. Se necessário, Matthew está disposto a destruir a sua reputação para dar vida à rainha morta. Pouco a pouco vêem-se envolvidos na reconstrução dos factos da vida de Kara – uma existência caracterizada pelo homicídio, a destruição, o incesto e o parricídio.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui)


