Pentacórdio para Sábado 12 de Janeiro

por Rui Oliveira

 

 

551087_10151331184237980_604504650_n   O destaque musical deste Sábado 12 de Janeiro será, sem dúvida, a comemoração por Elisabete Matos dos seus 25 anos de carreira na Sala Principal do Teatro Nacional de São Carlos, às 19h30, numa Gala em que serão interpretados excertos das óperas «Le Cid» de Jules Massenet, «Macbeth» de Giuseppe Verdi e «La Fanciulla del West» e «Turandot» de Giacomo Puccini, com a participação de Aquiles Machado, Juan Pons, Dora Rodrigues, Elvira Ferreira, Sónia Alcobaça, Sofia Pinto, Carlos Guilherme, Francisco Reis e Enza Ferrari (ao piano]. Acompanham-nos o Coro Juvenil de Lisboa, o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direcção de Miquel Ortega.

untitled   Na véspera, no mesmo local às 19h, será apresentado pelo compositor e violetista Alexandre Delgado um livro relativo à comemoração devida à celebrada soprano portuguesa.

   Lembremos, como homenagem, que Elisabete Matos deu os primeiros passos da sua carreira no papel de Frasquita, da “Carmen”, no Coliseu do Porto, já lá vão 25 anos. Depois foi estudar canto para Madrid e teve sucesso internacional, se bem que tenham passado vários anos até ter sido convidada para cantar papéis de relevo em Lisboa.

   Agora é vivamente solicitada, daí a oportunidade deste encontro antes que Elisabete Matos parta para Viena (fazer a 17/1 na Staatsoper o papel de Abigail no Nabucco de Verdi), depois para Los Angeles (em La Opera, o de Senta no The Flying Dutchman de Wagner), em seguida Nápoles (no Teatro San Carlo, idem) e finalmente Barcelona (representar no Gran Teatre del Liceu o papel de Irene no Rienzi de Wagner).

   Antecipemos entretanto a sessão, ouvindo-a há quatro meses atrás na ária “In questa regia” da ópera Turandot de Puccini, acompanhada ao pino por Nuno Vieira de Almeida :

 

 

 

   Terminam neste Sábado 12 de Janeiro as apresentações públicas de entrada livre de Solistas da Metropolitana neste final de semana.

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   Assim, às 16h, no Museu Nacional de Arte Antiga, um Duo de Percussão composto pelos solistas da OML Fernando Llopis e Marco Fernandes tocando marimba, vibrafone e outras percussões interpretarão de :

 

        Casey Cangelosi – Teatral n.º 1

        Gareth Vincent Farr – Diálogo

        Isaac Albéniz – Granada, Peça n.º 1 da Suite Espanhola, Op. 47

        Cody Criswell – Emaranhamento

        Black Tyson – Rio Vertical

        Anders Koppel – Tocata 

 

 

   Um pouco mais tarde, às 17h, no Museu do Oriente , em concerto comentado por Rui Campos Leitão e intitulado De Brandeburgo a Viena, os solistas da OML  Janete Santos flauta, Sally Dean oboé, Sérgio Charrinho trompete, Ana Pereira violino, Liviu Scripcaru violino, Elena Komissarova violino, Irma Skenderi viola, Paulo Gaio Lima violoncelo e Marcos Magalhães cravo irão tocar de :

 

        Johann Sebastian Bach Concerto Brandeburguês n.º 2 em Fá maior, BWV 1047

        Anton WebernQuarteto de Cordas, Op. 28

        Johann Sebastian BachConcerto Brandeburguês n.º 5 em Ré maior, BWV 1050

 

   Não há obviamente registo destas actuações mas deixamo-vos uma gravação da peça de Webern para dar a medida do desafio que espera estes Solistas da OML :

 

 

renesopanoite%20do%20acordeao%20rs   Entretanto no Institut Français de Portugal, às 21h do Sábado 12 de Janeiro, tem lugar uma “Noite do Acordeão” ou seja um concerto com a presença da Orquestra Matono, do Grupo Saxacordeon (Acordeão + Saxofone), além de interpretações a solo (pelos campeões nacionais portugueses), entre outros artistas convidados de Academias nacionais.

 

 

 

comida   Quanto a teatro, estreia neste Sábado 12 de Janeiro, às 21h30, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (Av. D. Carlos I, n.º 61, 1º Andar), a peça “Comida  – Meu nome é Comédia, mas não cuideis que por isso me haveis de comer” de Miguel Castro Caldas (foto)com encenação e interpretação de João de Brito.

   Explica o autor :

miguel castro caldas   «Comida» é um actor que aparece diante de um público e começa a dizer coisas. Essas coisas foram previamente escritas e o actor tem-nas decoradas. O público está perante um caldo de voz e texto que oscila entre quem escreve, quem diz o que foi escrito, quem come e quem fala. «Pode-se, com certeza, escrever a comer mais facilmente do que falar a comer; no entanto a escrita transforma mais as palavras em coisa capazes de rivalizar com os alimentos».  Isto diz Deleuze-Guatary, mas o dizedor deste monólogo acrescenta que em comum entre falar e comer há os movimentos da boca, «a boca muda a comer, a boca muda a falar».

A boca muda a falar.

   Como é que uma boca muda pode falar? É deste paradoxo que a peça trata.

 

 

 

   Por último, um evento cinematográfico.

A Maldição do Vale dos Faraos   No Museu Nacional de Arqueologia, às 16h deste Sábado 12 de Janeiro, exibe-se, integrado na Arqueologia no Cinema nº5 (projecção e comentário de fitas clássicas), o filme de Mike Newell intitulado “A Maldição do Vale dos Faraós” (The Awakening) (EUA, 1980), o qual será comentado pelo egiptólogo Prof. Luís Manuel Araújo.

   A película, interpretada por Charlton Heston, Susannah York e Jill Townsend, tem a seguinte sinopse :

   O egiptólogo Matthew Corbeck e a sua ajudante Jane descobrem o túmulo da rainha Kara, “A Inominável”. Anne, a esposa de Corbeck, dá à luz a sua filha prematura que, aparentemente, nasce morta. Enquanto o arqueólogo examina a máscara da rainha, a bebé grita: o espírito da soberana egípcia reencarnou no corpo da criança. Dezoito anos mais tarde, pai e filha vivem obcecados pela rainha do Nilo. Se necessário, Matthew está disposto a destruir a sua reputação para dar vida à rainha morta. Pouco a pouco vêem-se envolvidos na reconstrução dos factos da vida de Kara – uma existência caracterizada pelo homicídio, a destruição, o incesto e o parricídio.

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui)

 

 

 

 

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