por Rui Oliveira
Um dos eventos de destaque da Quinta-feira 17 de Janeiro será sem dúvida a nova produção da ópera em nove cenas “Emilie” que a Fundação Calouste Gulbenkian apresentará no seu Grande Auditório às 21h, repetindo-se a récita na Sexta 18, às 19h.
Neste papel, Emilie du Châtelet está à beira de embarcar na última das viagens. Pressentindo a morte, faz contas à vida, lembra os amores, os medos, os arrependimentos e as culpas, ao mesmo tempo que passa para livro a forma como gostaria de ser recordada.
É o que faz ouvir este vídeo da interpretação de Karita Mattila na Ópera de Lyon sob a direcção de Kazushi Ono :
O texto é de Nuno Costa Santos, a encenação de João Mota, com João Grosso, José Neves, Lúcia Maria, Manuel Coelho, Maria Amélia Matta e Paula Mora nos papéis centrais.
Há cenografia de F. Ribeiro, desenho de luz de José Carlos Nascimento e ainda consultoria e análise comportamental de Daniel Sampaio.
Prolongar-se-á em cena até 10 de Fevereiro de 2013.
Interpretam-na Catarina Guerreiro, Heitor Lourenço, Helena Montez, Maria João Luís, Patrícia André, Pedro Mendes, Susana Blazer e Rui Gorda, com o acompanhamento do Coral Polifónico de Ponte de Sôr (dirigido pelo maestro Rui Martins Picado). O Canto em voz-off é da responsabilidade de Paulo Ribeiro.
Sinopse : O clássico da tragédia grega «As Troianas» de Eurípides serve de matriz ao paralelismo criado entre o desenraizamento provocado pela deslocalização compulsiva das populações dos seus territórios e a solidão revoltada das mulheres troianas quando a guerra lhes rouba os seus homens. Em «Chão de Água», a tragédia do povo de Tróia é, por João Monge, entrelaçada com as vivências do povo alentejano no afogamento de territórios ancestrais. Esta é uma grande parábola sobre a vida e a morte, “uma epopeia dedicada ao povo alentejano, mesclada com referências da vida contemporânea e com o intuito de potenciar uma visão crítica abrangente”.
Assim, no Aquário da ZDB, das 18h às 20h30, é apresentado “Luta ca caba inda” com o seu visionamento e conversa com a artista Filipa César e o realizador Sana na N’Hada que apresentam, pela primeira vez em Lisboa, excertos de filmes raros e de brutos arquivados no Instituto Nacional do Cinema e do Audiovisual da Guiné-Bissau (INCA), os quais serão projectados ao longo da tarde, a par de comentários, discussão e esclarecimentos.
Após um Jantar guineense no Aquário ZDB, das 20h30 às 22h, segue-se no clube B.leza, a partir das 23h, um Concerto comemorativo do 40º Aniversário da morte de Amílcar Cabral com os artistas guineenses Malam di Mama Djombo, Maio Coopé, Baba Canuté e Gentil Policarpo.
Sinopse : “D. Paulinho de Silveira e Montezinho, filho de uma família aristocrática completamente falida, com educação religiosa (até ajudou à missa), obrigado a frequentar lições de “saber estar em sociedade”, “brincou” com as criadas, utilizou o famoso “lápis azul” e cantou a “Grândola”. Mais tarde, recuperou os contactos com marquesas e baronesas, o seu anel de brasão, começou a organizar festas onde até havia meninas de espírito livre, ajudou a fundar um partido e veio a tornar-se um pensador.
Hoje, bem instalado na vida, sem nenhum processo em tribunal que o possa levar à cadeia, vive num bairro fino. Acabou de receber vários convites, só lhe falta escolher qual : para Secretário Geral da ONU, Presidente dos Mormons, Presidente do Banco Mundial, Chefe dos Seguros Japoneses ou Papa ? Não. Ele, quer ser o Rei do Mundo”.
Quanto à música dita não-erudita, há relativamente poucas oportunidades de a ouvir sugerindo-se que o leitor ou se desloque ao Hot Clube onde o concerto das 23h, com entrada gratuita para sócios e que se repete na Sexta 19 e no Sábado 20, reune no palco Carlos Martins (saxofone), Mário Delgado (guitarra), Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria).
Ou vá ao Onda Jazz que inaugura, às 22h30, “Tempo”, um projecto musical que se debruça sobre a musica francófona através de alguns dos seus cantautores mais representativos. (Ferré, Brel, Barbara, Vian, Trenet, Gainsbourg …) … “na procura de uma identidade artistica e sonoridade própria onde a palavra e o poema são força motora para o canto”.
O Congresso de Utreque junta-se ao de Vestefália (1644-48) e ao de Viena (1814-15) como marco fundamental no desenvolvimento da diplomacia e na construção do sistema internacional moderno, com fortes consequências para Portugal e, sobretudo, para os seus domínios sul-americanos.
O programa compreende “Diplomacia e representações”, “Os debates na corte de Lisboa vistos pelo Enviado da Prússia”, “Episódios da Guerra de Sucessão no Atlântico Sul: os ataques de Duclerc e Duguay-Trouin ao Rio de Janeiro”, “A guerra da sucessão de Espanha e a diplomacia em Utreque”, “O novo quadro europeu”, “Geopolítica e migrações no contexto de Utreque”, “D. Luís da Cunha. O «oráculo» da política” e “A guerra da Sucessão de Espanha e a Paz de Utreque: fontes e metodologias”.
Do programa já divulgado constam comunicações p.ex. sobre “Espaços da escrita nos interiores das casas nobres de Portugal”, “Casa do Engenho do Rio de Janeiro do século XVIII”, “Iconografias dos revestimentos de azulejos da casa senhorial”, “O Recheio perdido do Palácio de Pombal, em Oeiras”, “Para memória futura. Interiores autênticos em Portugal” , “O Programa decorativo do Palácio de Nova Friburgo”, “O barão António Clemente Pinto e o seu legado patrimonial”.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui)


