por Rui Oliveira
Ora há hoje um consenso generalizado que os grandes especialistas do lendário dueto de Ammons e Johnson são exactamente os dois europeus desta noite.
O vídeo abaixo mostra a grande mestria do pianista holandês quase numa masterclass on line (em que é habitual). A qualidade dos registos da actuação conjunta de Axel Zwingenberger e Eeco Rijken Rapp não é famosa, mas uma sua presença em Londres em 2010 pode ser ouvida aqui : http://youtu.be/u9Ylx4uSk6g
Quem, entretanto, se deslocar nesta Quarta-feira 30 de Janeiro à Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 19h, assistirá a mais um Concerto Antena 2 de entrada livre em que António Carrilho, especialista de flautas de bisel irá tocar música de Johann Sebastian Bach, a saber :
Suite IV BWV 1011 (original para violoncelo)
[ Prélude/ Allemande/ Courante/ Sarabande/ Gavotte I e II/ Gigue ]
Sonata I BWV 1001 (original para violino)
[ Adagio/ Allegro/ Siciliana/ Presto ]
Partita BWV 1013 (original para traverso)
[ Allemande/ Corrente/ Sarbande/ Bourrée Angloise ]
Partita II BWV 1004 (original para violino)
[ Allemanda/ Corrente/ Sarabande/ Giga/ Ciaccona ]
Mostramos-lhe uma sua colaboração com Paulo Gaio Lima violoncelo e Marcos Magalhães cravo na execução da Trio Sonata em Ré menor BWV 527 de J.S.Bach na Igreja do Menino Deus (Lisboa) em 10/ 12/2011 :
É possível ouvir igualmente uma sua muito interessante participação com Edoardo Sbaffi violoncelo e Jenny Silvestre espineta na execução da Sonata em Sol maior de J.S.Bach em 2011 aqui http://youtu.be/UMK1vn6s77o .
Trata-se do filho do chefe de orquestra histórico que tocou com Charlie Parker e Howard McGhee, a cuja banda pertencia Mario Bauza com quem o trompetista Dizzy Gillespie colaborou intimamente «descobrindo os segredos da batida da “clave”, fundamental na música cubana, que misturou na sua orquestra com jazz de feição “bop” dando assim origem a um novo som”, gravado nos “Afro-Cuban Jazz Moods” e homenageado no concerto desta noite.
Eis a música original :
Quanto a teatro, a Culturgest e o Teatro Maria Matos voltam, após três anos, a apresentar na Sala Principal deste último Teatro, às 21h30 desta Quarta-feira 30 de Janeiro (bem como na Quinta 31) um espectáculo dos tg STAN intitulado “Le Chemin Solitaire”(O Caminho Solitário), representado em francês com legendas em português.
A acção da peça é espoletada pela doença e morte de Gabrielle, mulher de Wegrat e mãe de Felix e Johanna, que vem trazer ao de cima um segredo antigo. Julien Fichtner, um velho amigo da família, regressa à cidade natal que abandonara para se dedicar à sua carreira artística. Na altura, abandonara também Gabrielle, grávida de um filho seu, porém casada com Wegrat, que educaria a criança como se fosse sua. Agora, temendo a solidão da velhice que se aproxima, Julien quer finalmente revelar o segredo a Felix.
O colectivo belga centra a sua leitura da peça na relação entre o actor, a personagem e o texto. Revelando um profundo trabalho de interpretação, os cinco actores distanciam-se de cada uma das personagens e centram a sua abordagem na universalidade das emoções, representando pessoas intemporais que enfrentam dilemas intemporais.
Eis um excerto da peça representada em Estrasburgo em Outubro de 2011 :
A primeira palestra “Rodear o mundo. Enciclopedismo e circumnavegação” (Rodear el mundo. Enciclopedismo y circunnavegación – SS. XVI-XVIII) será proferida por Juan Pimentel (Instituto de Historia, CSIC, Espanha).
Haverá transmissão online : http://www.livestream.com/fcglive e videodifusão : http://live.fccn.pt/fcg/
Outra conferência, de interesse mais limitado, é a que se realiza no Museu Nacional de Arqueologia, às 18h, onde Leonel Borrela (historiador e museólogo) falará sobre “Mariana Alcoforado – Lettres Portugaises – Questões de autoria”, havendo uma exposição concomitante de primeiras edições da obra.
Finalmente, como assinaláramos ontem, lembramos que encerra a 2 de Fevereiro a exposição “João de Almeida – Arquitectura/Design/Pintura” com que a Casa-Museu Medeiros e Almeida (Rua Rosa Araújo, nº 41 em Lisboa) dá a conhecer ao grande público a obra do arquitecto João de Almeida (n. 1927), um artista que contribuiu para alguns dos movimentos da arquitectura portuguesa na segunda metade do século XX.
A mostra inclui arquitectura religiosa e civil, design de ourivesaria sacra e mobiliário e até pintura, áreas com trabalhos reconhecidos de João de Almeida.
Ao regressar funda, em 1953, com Nuno Teotónio Pereira, o Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR), juntamente com Nuno Portas, Luiz Cunha e muitos outros arquitectos e artistas. Decide depois abraçar o sacerdócio entre 1958 e 1967, ano em que apresenta a sua tese de arquitectura na então Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, que consiste no projecto da Igreja Paroquial de Paço d`Arcos.
Desde 2002 e até agora, o artista tem-se focado na pintura, regressando no tempo mais de cinco décadas. “O desenho (diz o crítico José Luis Porfírio) é a prática que vai unindo todo o percurso de João de Almeida …” e na exposição “… talvez… para temperar a sua «obra ao negro» … tenha sido tentado por uma cor que, a princípio, tudo suaviza mas que rapidamente regressa ao seu particular universo de dramático claro-escuro”.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)


