por Rui Oliveira
Nesta Terça-feira 5 de Fevereiro, como na véspera, a vinda de grandes orquestras à Gulbenkian é necessariamente o evento do dia.
Assim, ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian volta, às 21h, a Orchestre des Champs-Élysées dirigida pelo maestro belga Philippe Herreweghe que, na primeira peça, será acompanhado pelo jovem violoncelista dinamarquês/sueco Andreas Brantelid.
Hoje, no entanto, o programa é bastante clássico e dele constam as obras de :
Joseph Haydn Concerto para Violoncelo e Orquestra, Hob.VIIb:1
Ludwig van Beethoven Sinfonia nº 3, op. 55, Heroica
De entre as diversas orquestras que criou ou dirigiu, encontrámos este registo integral da Heroica de Beethoven interpretada pela Radio Kamer Filharmonie com Philippe Herreweghe como maestro em 20 de Fevereiro de 2011 no Concertgebouw de Amsterdão :
O leitor que assista ao concerto poderá comparar a actual performance de Andreas Brantelid no Concerto para Violoncelo e Orquestra de Haydn com a mostrou em 2006 na final do Concurso da Eurovisão em Viena :
… Por influência do magnífico álbum “Un Autre Chemin Vers L’Ultime” de 2011, cuja gravação central da obra o fixou em voz e reverberação natural nas profundidades de uma gruta na vila francesa de La Haye de Routot, desafiámos o mestre nipónico dos black blues para uma performance vocal a solo nesta Sala dos Espelhos do Palácio Foz –uma das melhores acústicas que já ouvimos em Portugal, e que entusiasmaram o artista”.
O concerto, ao invés do habitual nesta Sala, não é de entrada livre (bilh. 8 €).
É este o vídeo (em japonês) de uma performance recente de Keiji Haino que foi divulgado concomitantemente para que o leitor aprecie :
Esta Plataforma, constituída por uma comissão de vários especialistas internacionais e presidida por Lord Nigel Crisp, tem como objectivo repensar o sistema de saúde português estudando formas de manter a equidade, a acessibilidade e a solidariedade social de um modo sustentável e propor formas de actuação.
A descrição pormenorizada das suas principais áreas de estudo, da constituição da Comissão de 7 membros, dos seus quatro Grupos de Trabalho (Serviços de Saúde e Saúde Pública, Cidadãos/Doentes do SNS, Pessoal para os Serviços, Fomentar Conhecimento/Tecnologia/Inovação), do Conselho Consultivo (Advisory Board) e do seu Grupo de Apoio encontra-se em :
Do texto introdutório divulgado, reproduzimos o primeiro e o último parágrafo :
“ Le début du XXème siècle a été le témoin d’une crise majeure qui bouleversera la science physique. Alors que la communauté scientifique pensait dans sa grande majorité que cette science était achevée, deux nouveaux modèles théoriques vont naître qui modifieront profondément notre vision et notre représentation de la nature : d’une part le modèle relativiste initié par Einstein et qui portait sur le cosmos et la lumière ; d’autre part le modèle quantique élaboré principalement par Niels Bohr et Heisenberg et qui a élucidé (en partie) les questions soulevées par le comportement des particules élémentaires …
… De Platon qui considérait qu’il devait y avoir une Idée du Bien comme principe ordonnateur de toute chose à un philosophe contemporain comme Luc Ferry qui défend l’idée d’une transcendance qui reste improuvée en passant par Descartes ou par Kant qui fait de Dieu un postulat de la raison pratique, les plus grands esprits de la philosophie ont délibérément choisi de poser et de soutenir un point de vue philosophico-théologique sur l’univers. Seulement, quitte à passer pour un positiviste déchaîné, je note que la physique contemporaine semble démontrer que la matière se suffit à elle-même, qu’elle est capable de s’auto-ordonner, et que finalement comme répondait Laplace à Napoléon, « Dieu est une hypothèse dont on peut se passer ». La vision moderne de la nature laisse-t-elle donc une place à la métaphysique entendue comme discours sur une réalité autre que la simple nature ? “
Lembramos, por último, como NOTÍCIAS EM ATRASO que :
Hoje, Domingo 3 de Fevereiro, a Orquestra “Os Violinhos” dá um concerto na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 16h30, com entrada livre, numa iniciativa da Academia de Música de Lisboa.
O programa deste recital não foi até agora divulgado.
Amanhã, Segunda-feira 4 de Fevereiro, tem início no Grande Auditório da Culturgest, mais um ciclo de quatro conferências sobre “Lisboa: a espessura do Tempo” pelo arquitecto-paisagista João Gomes da Silva, professor na UAL.
Diz a sua introdução : “A conferência porá em perspectiva a ideia de que a construção da Cidade de Lisboa enquanto uma forma de Paisagem é um fenómeno que se pode compreender a partir do conhecimento da sua Natureza, da transformação dessa Natureza em Paisagem, da construção da sua Paisagem enquanto fenómeno cultural e do potencial de desenvolvimento que contém no seu próprio corpo e identidade …
… Terá a Paisagem da Cidade de Lisboa uma genética que contem todos estes dados e a explica? Poderá ser entendida enquanto erupção, sedimentação e metamorfose de factos naturais e culturais interrelacionados e cristalizados na forma urbana e nas suas dinâmicas? Poderá o desenvolvimento de um novo ciclo histórico, cultural e económico, recriar a sua identidade, poder económico e afirmação cultural, e construir uma Cidade, que é uma Região, que é uma Paisagem Global?
Desenvolvendo-se ao longo de quatro sessões semanais, o ciclo abordará os temas da “Natureza da Cidade”, da “Paisagem como Transformação”, da “Paisagem como Construção Cultural” e da “Espessura do Tempo”.
A entrada é gratuita com levantamento de senha de acesso 30 minutos antes, sendo este ciclo de conferências transmitido em directo no site da Culturgest.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Domingo aqui)


