por Rui Oliveira
O programa inclui, assim, as seguintes obras de :
Bratsch arr. Barley – Bi Lovengo
John Lewis/Bratsch arr. Barley – Django
Bela Bartok trans. Barley – 7 Duos para violino e violoncelo
Zoltán Kodály – Duo para violino e violoncelo op. 7 (1914)
Weather Report (Joe Zawinul) arr. Barley – Pursuit of the Woman With the Feathered Hat
Matthew Barley/Russian Trad – Yura
Weather Report (Joe Zawinul) arr. Barley – The Peasant
Du Oud arr. Barley – For Nedim (Para Nadia)
Damos-lhe aqui a ouvir a primeira peça do concerto “Bi Lovengo” oriunda dum grupo cigano francês dos anos 80/90 “Bratsch” e em seguida o 1º andamento do tal «monumental» “Duo para violino e violoncelo” de Kodály, ambas tocadas na apresentação ao vivo do álbum no Holland Festival em Amsterdão.
Outros temas do mesmo álbum estão generosamente disponíveis no YouTube (a quem agradecemos) como “Django” em http://youtu.be/rT6Ro7CeodA ou “Pursuit of the Woman With the Feathered Hat” em http://youtu.be/gujw_U0uR5k
Explica a cantora (verão no vídeo abaixo) que o título do velho standard de Oscar Levant traduz como que “um regresso às origens” e que neste projecto “o jazz abraça a pop, o rock, a soul e o R&B”, estilos em que Joana Machado deu os seus primeiros passos. Encarna aqui os temas da sua juventude (Stevie Wonder, The Doors, Pearl Jam, Radiohead) e as canções da actualidade (James Blake, Feist).
No palco do Auditório estarão, além de Joana Machado voz, Bruno Santos guitarra, Óscar Graça piano/teclados, Bernardo Moreira contrabaixo e Alexandre Frazão bateria.
Os temas de “Blame it on my Youth” previstos interpretar serão :
1 – Wilhelm Scream de James Blake, arr. Joana Machado, 2 – Quest for Gold, 3 – Polly dos Nirvana, arr. Joana Machado, 4 – Do you Know de Joana Machado, 5 – EvenFlow, 6 – Tyrone de Erykah Badu, arr. Joana Machado, 7 – Infatuation, 8 – Sealion (The Water) de Feist, arr. Joana Machado, 9 – Truths and Lies, 10 – Tango, Fado, Morna, Blues e 11 – I can’t help it.
O vídeo que lhe trazemos explicita a génese daquele CD, com diversos exemplos musicais gravados ao vivo no Centro de Artes de Sines em 2012 :
Temas diferentes, mas também do concerto, podem ser escutados nestes registos obtidos na discoteca Lux, tais como Polly dos Nirvana (arr. Joana Machado) http://youtu.be/-eSTzhFxYAc ou Infatuation http://youtu.be/IwaVmdc68Rs .
Por último, voltamos a lembrar exposições cujo encerramento se aproxima perigosamente (!…).
Uma, intitulada “Um chá para Alice” encontra-se no Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, tem a curadoria de Ju Godinho e Eduardo Filipe e encerra no próximo Domingo 10 de Fevereiro, estando aberta das 10 às 18h (excepto no Sábado 9 em que encerra às 16h30).
Partindo do clássico de Lewis Carroll, a exposição “Um Chá para Alice” reúne as ilustrações originais de algumas das mais aclamadas versões contemporâneas deste conto intemporal, numa sugestiva diversidade de estilos, abordagens, sensibilidades, escolas e técnicas de ilustração.
Estão representados alguns dos melhores ilustradores para a infância contemporâneos como Lisbeth Zwerger (Áustria), Dusan Kallay (Eslováquia), Anthony Browne (GB), Chiara Carrer (Itália), Anne Herbauts (Bélgica), Nicole Claveloux (França) e Teresa Lima (Portugal).
Reproduzimos abaixo imagens de Anne Herbauts (Bélgica), Vadimir Clavijo (Rússia) e Iban Barrenetxea (Espanha) retiradas do site da FCG a quem agradecemos a cedência.
Outra exposição que igualmente termina no Domingo 10 de Fevereiro tem por nome “Un Certain Malaise” do músico (e também fotógrafo) Rodrigo Amado e encontra-se na Sala do Cinzeiro 8 do Museu da Eletricidade da Fundação EDP.
Sobre ela escreve João Pinharanda, programador cultural da Fundação EDP : “O conjunto de duas dezenas de fotografias estabelece um percurso urbano que podemos imaginar coeso. Como se as imagens coleccionadas nos levassem a percorrer (vendo, ouvindo, agindo) as diferentes cidades que existem numa mesma cidade subjectiva. E há estratégias de fixação imediata (visual) do tema e estratégias de desenvolvimento sequencial (narrativo/musical) desse mesmo tema que Rodrigo Amado explora – poderemos perceber melhor os sentidos destas imagens sabendo que «Os Passos em Volta», de Herberto Helder, foi a obra de onde partiu e aonde chegou esta sua viagem interior”.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)


