por Rui Oliveira
Não abundam os eventos novos e de interesse indiscutível nesta Quarta-feira 13 de Fevereiro … não fosse esta a Quarta-feira de Cinzas, antitética do Carnaval !
Um é relativamente misterioso pois as informações provindas, quer do teatro, quer do seu produtor, o Projecto Teatral, apenas esclarecem que, no palco da Sala Principal do Maria Matos Teatro Municipal será apresentada a peça (colectiva) “Moinho” de Maria Duarte, Helena Tavares, Gonçalo Ferreira de Almeida, André Maranha e João Rodrigues, a qual estreará na Quarta-feira 13 Fevereiro das 20h30 às 23h30 e estará em cena até Domingo 17.
A entrada é livre (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento prévio de bilhete.
Nota: Verifica-se on line que projecto idêntico esteve já no Maria Matos em 2010, também em Fevereiro.
Após esta apresentação tão encomiástica, resta-nos mostrar (aos interessados) o vídeo oficial daquele seu primeiro álbum “Metz” :
No palco da ZBD segue-se, nessa mesma noite, o rock instrumental dos “Cangarra” com Cláudio Fernandes na guitarra e Ricardo Martins na bateria, regressando à Galeria dois anos depois de uma noite dita “mítica” com os Monotonix para apresentar o seu novíssimo disco ‘D’.
Anexo à ZDB, no espaço Negócio (Rua de O Século, nº 9 porta 5), a produtora Truta apresenta “Lenz”, uma adaptação da novela com o mesmo nome de Georg Büchner numa tradução de Nuno Júdice.
O espectáculo reconstitui o percurso de Lenz que parte para uma viagem solitária acompanhado por imagens de uma aspereza gélida e uma natureza imensa, tentando sobreviver a si próprio e ao mundo. O texto trata da viagem trágica desse homem e da sua caminhada progressiva para loucura, das suas qualidades como pessoa e artista e das razões que o fazem gorar um futuro que se adivinharia brilhante.
Diz o actor/criador : “A descrição de Lenz pode ser analisada como um caso clássico de esquizofrenia mas encerra em si para além da análise médica, todo o interesse de um homem moderno que questiona, que luta contra o caos do mundo. Tudo isto nos interessa na identificação de Lenz como homem contemporâneo, como figura resistente ao seu contexto, como indivíduo livre”.
Esta segunda palestra intitula-se “Natural History as a Meeting Point : Portuguese – Dutch global encounters and the study of nature, 5500-1650” (A História Natural enquanto ponto de convergência : Encontros globais Luso-Neerlandeses e o estudo da natureza) e será proferida por Florike Egmond (Universidade de Leiden, Holanda).
Os novos medicamentos desse período eram baseados em plantas exóticas. E os Europeus esperavam, à semelhança do que se passa na actualidade, que a natureza exótica detivesse a chave para novos medicamentos, alimentos e produtos até então inimagináveis. Mas, em muitos casos, a procura de informação sobre a natureza exótica ia para além do comércio e do interesse exclusivamente pragmático, fazendo parte do esforço científico para compreender e dar sentido à riqueza e variedade da natureza, dentro da Europa e fora dela …”.
Segue-se-lhe o debate habitual.
Haverá transmissão online : http://www.livestream.com/fcglive e videodifusão : http://live.fccn.pt/fcg/
Outro ciclo de conferências é o patrocinado pelo Istituto Italiano di Cultura de Lisboa (de que não temos falado).
Flatform é o nome de um colectivo de artistas e videoartistas criado em 2007, com sede em Milão e Berlim, cujos emblemáticos trabalhos merecem uma atenção especial enquanto testemunhos da crescente abertura e da continua flexibilidade do cinema como meio de expressão artística. Na base da poetica visual dos Flatform está uma profunda reflexão sobre a arte e sobre o vazio, entendido no sentido «heideggeriano»: um vazio que não é simplesmente nada mas que, pelo contrário, está impregnado de sinais e elementos invisíveis.
Por último, lembramos mais uma exposição cujo fecho se aproxima no próximo Sábado 16 de Fevereiro.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)


