por Rui Oliveira
Voltam a não ser muitos os eventos marcantes desta Quarta-feira 20 de Fevereiro e deles tenderíamos a destacar a estreia absoluta que se verificará no Centro Cultural de Belém, na sua Sala de Ensaio, às 11h, da peça “Isaac” pelo Teatro Praga (Portugal).
A interpretação caberá a Pedro Zegre Penim e Rita, sendo a cenografia de Bárbara Falcão Fernandes e ficando a iluminação a cargo de Daniel Worm d’Assumpção.
Pedro Penim, principal criador do texto, fala sobre ele :
«Como é que posso fazer um espectáculo sobre os direitos dos animais, sem cair na asneira do paternalismo? Como é que posso contar uma história tão velha como o mundo, tão fundamental como o oxigénio, sem aborrecer? Como é que posso falar da nossa herança civilizacional, que passa de pais para filhos e que nos obriga a assumir responsabilidades sobre o destino do mundo?
A história de Isaac quer responder a tudo isto: conta-se como um dos velhos filmes de Walt Disney que procura o clássico para dar um passo em frente. E conta com três ajudas preciosas:
A de cada espectador, no papel de Isaac.
A minha, no papel de pai, que já estou em boa idade.
E a da minha cadela Rita, que interpreta o cordeiro, um papel de composição que certamente lhe dará o Oscar de Melhor Cão Principal.»
A sua direcção estará cargo de Marc-André Dalbavie (compositor residente na Fundação Gulbenkian em 2012-13), actualmente responsável desde Novembro naquela Escola Superior por um workshop de composição de obras vocais/orquestrais.
No programa, além obviamente de Claude Debussy, há Luís de Freitas Branco, mas também uma peça de Marc-André Dalbavie, bem como uma estreia mundial do compositor Nuno da Rocha. Assim em pormenor teremos de :
Luís de Freitas Branco Serres Chaudes (Maurice Maeterlinck) [1.Désirs d’ hiver, 2. Heures ternes, 3. Feuillage du coeur, 4. Élévation (Charles Baudelaire)]
com Carlos Monteiro, tenor e Duarte Martins, piano
Claude Debussy Ariettes Oubliées (Paul Verlaine) [ 1. L’extase langoureuse, 2. Il pleure dans mon coeur, 3. Green ]
com Ana Tomás, soprano e Duarte Martins, piano
Nuno da Rocha Claude in a Cage (primeira audição absoluta)
com João Barradas, acordeão e José Valente, acordeão
Marc-André Dalbavie Axiom (estreia portuguesa)
com Iryna Brazhnik, piano, Patrícia Silva, clarinete, Cidália Torres, fagote e Marco Silva, trompete
Não havendo necessariamente registo das peças em estreia, deixamo-vos com a interpretação que Barbara Hendricks faz (com Michel Beroff ao piano) do primeiro tema “C’est l’extase langoureuse” das “Ariettes oubliées” de Debussy :
Poderão, por outro lado, ouvir-se as seis “Ariettes oubliées” na voz de outra soprano norte-americana Cheryl Studer aqui :
http://www.youtube.com/watch?v=J0fgrEEJugk&feature=share&list=PL217B97590F58E3E7
No capítulo das sessões cinematográficas à margem do circuito comercial, lembramos que termina nesta Quarta-feira 20 de Fevereiro, com a sua quarta sessão, o Ciclo de Cinema «Portugal visto de fora» que, desde o dia 6, se tem vindo a realizar no Anfiteatro I da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, organizado pelo Centro de História (grupo Memória e Historiografia) do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa.
A entrada é livre.
Sinopse: Durante as gravações do filme “The Survivors”, em Portugal, uma equipa de filmagem passa por uma série de dificuldades, entre elas a película e o orçamento que se esgotam antes mesmo de concluírem as filmagens. Além disso, o realizador que veio filmar os “sobreviventes” da catástrofe, vagueia, à procura de alguém e perde-se… E não volta.
A troupe aguarda o seu regresso, num hotel abandonado, à beira-mar (o “Hotel das Arribas”, na Praia Grande, ainda pintado de branco e azul, mas no filme a preto e branco, claro…). Preocupada, assustada e aborrecida, vai filosofando para passar o tempo e o medo…
Este é o trailer alemão do filme em que são visíveis as imagens de Lisboa e arredores, onde a película foi rodada :
Para “abrir o apetite”, contudo, optamos por mostrar-lhe o início do filme (falado em inglês com legendas francesas) que traduz melhor o ambiente criado :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)


