por Rui Oliveira
Com ele estará ao piano o norueguês Leif Ove Andsnes, aluno no Conservatório de Bergen com o professor checo Jiri Hlinka, com uma carreira de partilha com outros músicos e cantores (Christian Tetzlaff, Matthias Goerne, Ian Bostridge, Christian Tetzlaff, Tanja Tetzlaff, Quarteto Artemis) e também a solo. Em 2000 recebeu o Prémio Gramophone para ”Melhor Gravação de Concerto”, pelo seu disco dedicado aos Concertos para Piano Nº 3, 4 e 11 de Joseph Haydn, os quais dirigiu a partir do teclado. A gravação das Peças Líricas de Grieg constituiu a mais recente adição à sua extensa discografia, que inclui ainda gravações de obras de Chopin, Schumann, Liszt, Brahms, Chostakovitch e Britten.
Este concerto será dedicado exclusivamente a Ludwig van Beethoven de que se ouvirá :
Concerto para Piano e Orquestra nº 4, op. 58
Sinfonia nº 7, op. 92
Não tendo registo de qualquer destas peças por estes intérpretes, mostramos-lhe um excerto, o 3º andamento Rondo do Concerto para piano nº 1 em Dó Maior, op. 15 de Ludwig van Beethoven, com Leif Ove Andsnes ao piano e a Norwegian Chamber Orchestra, dirigida por Terje Tønnesen :
Também no Sábado 16 de Março, às 19h, é possível ouvir outra prestação generosa (a entrada é livre) de Solistas da Metropolitana na Igreja de São José da Anunciada (Lisboa) intitulada “Concertos Barrocos”.
Um conjunto composto por Sally Dean oboé, Adrian Florescu violino, Daniela Radu violino, Andrei Ratnikov viola, Vladimir Kouznetsov contrabaixo e Marcos Magalhães cravo irão interpretar as seguintes obras :
Alessandro Marcello – Concerto para Oboé em Ré menor
Antonio Vivaldi – Sinfonia Al santo sepulcro, RV 169, para cordas
Domenico Cimarosa – Concerto para Oboé em Dó menor (arranjo de Arthur Benjamin)
Antonio Vivaldi – Concerto para Cordas em Sol maior, RV 151, Alla rustica
Tomaso Albinoni – Concerto para Oboé, op. 9/2
Para o leitor ante(ouvir) o que poderá escutar no local, na falta de registo destes Solistas da Metropolitana, mostramos-lhe a primeira peça integral (com os 3 andamentos Allegro, Adagio, Presto) de Alessandro Marcelo, aqui tocada pelos “I Cameristi della Scala” de Milão com Fabien Thouand no oboé em Outubro de 2011 :
Neste concerto comentado, o extrovertido maestro dirige a mais recente e enérgica orquestra portuguesa, numa tarde divertida (que até inclui um “telefonema surpresa”?), assim como a apresentação, em estreia absoluta, de obras compostas pelos próprios instrumentistas da OCP.
O programa compreende excertos das seguintes obras :
Beethoven – Sinfonia No. 5 em Dó menor, op. 67 (1º andamento)
Beethoven – Concerto para Violino e Orquestra em Ré Maior, op. 61 (2º andamento)
Romeu Santos – Adágio Simples em Dó sustenido menor (músico OCP – estreia absoluta)
Beethoven – Sinfonia No. 7 em Lá Maior, op. 92 (4º andamento)
Por se tratar dum concerto com forte conteúdo lúdico no Espírito de Beethoven, reproduzimos-lhe um(a) flashmob (para mostrar que também cá há !…) organizada com aquela música e por membros da Orquestra de Câmara Portuguesa dirigida por Pedro Carneiro … num eléctrico lisboeta :
Quanto a jazz (isto para os amadores), um previsível bom espectáculo será o que decorrerá neste Sábado 16 de Março na Sala Principal do Maria Matos Teatro Municipal, às 22h, onde actua o Rodrigo Amado Motion Trio & Peter Evans.
Teremos assim em palco no saxofone tenor Rodrigo Amado, no violoncelo Miguel Mira, na bateria Gabriel Ferrandini e no trompete Peter Evans (foto esq.).
Já mostrámos em Pentacórdios anteriores o Motion Trio em actuação; sendo Peter Evans o elemento novo, ouçamo-lo em improvisações de “Body and Soul” em Agosto de 2009 :
Há ainda no jazz, a oportunidade de ouvir só intérpretes portugueses no Hot Clube (Praça da Alegria, nº 48) onde, às 22h30, toca o “J.C. Project”, ou seja, o conjunto de João Capinha (saxofones tenor e soprano) com Paulo Santo (vibrafone), Sérgio Rodrigues (piano), Francisco Brito (contrabaixo) e Vasco Furtado (bateria).
O espectáculo repete-se no Domingo 17 de Março.
Com ele, Leandro Tuche (tocador de guitarras acústica e eléctrica) estarão no palco Desidério Lázaro (saxofone), Cícero Lee (contrabaixo) e Marcelo Araújo (bateria).
No teatro, assinalaríamos no Centro Cultural de Belém, no seu Pequeno Auditório, das 10h às 24h deste Sábado 16 de Março, uma original homenagem a “Os Lusíadas” de Camões, numa concepção e interpretação de António Fonseca.
O actor lembra que : «Os Lusíadas são, para nós, portugueses, a maneira maior de contar um tempo, de diversas formas inscrito nos nossos cromossomas e na nossa memória, em que todos os conceitos da mundivisão foram completamente alterados, em que as paredes se romperam: um punhado de homens lança-se no espaço desconhecido, por razões que podemos imaginar: ambição, desespero, aventura, convicção, necessidade, inconsciência…
Daí que António Fonseca se proponha dizer os dez Cantos, num único dia !
O público pode assistir ao espectáculo integral ou assistir a alguns Cantos. O Canto X será dito em partilha por António Fonseca e alguns participantes que trabalharão previamente com o actor na aproximação ao poema.
“Os Lusíadas” são uma produção do Teatro Meridional com direcção artística de Miguel Seabra e Natália Luiza, sendo o espaço cénico e figurinos de Marta Carreiras e a música original e sonoplastia de Fernando Mota.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui)


