Pentacórdio para Sábado 16 de Março

por Rui Oliveira

 

 

Herbert Blomstedt   Neste Sábado, 16 de Março, destacarámos a abrir o concerto que a residente (por uns dias) Gustav Mahler Jugendorchester (GMJO) dará no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, às 18h, dirigida pelo maestro Herbert Blomstedt, sueco nascido americano, um dirigente de orquestras várias com largo currículo que se estreou na  Royal Stockholm Philharmonic Orchestra em 1954, é maestro laureado da  San Francisco Symphony Orchestra desde 1986 (onde celebrou o seu 75º aniversário) e depois disso maestro honorário de outras quatro.Leif Ove Andsnes

   Com ele estará ao piano o norueguês Leif Ove Andsnes, aluno no Conservatório de Bergen com o professor checo Jiri Hlinka, com uma carreira de partilha com outros músicos e cantores (Christian Tetzlaff, Matthias Goerne, Ian Bostridge, Christian Tetzlaff, Tanja Tetzlaff, Quarteto Artemis) e também a solo. Em 2000 recebeu o Prémio Gramophone para ”Melhor Gravação de Concerto”, pelo seu disco dedicado aos Concertos para Piano Nº 3, 4 e 11 de Joseph Haydn, os quais dirigiu a partir do teclado. A gravação das Peças Líricas de Grieg constituiu a mais recente adição à sua extensa discografia, que inclui ainda gravações de obras de Chopin, Schumann, Liszt, Brahms, Chostakovitch e Britten.

   Este concerto será dedicado exclusivamente a Ludwig van Beethoven de que se ouvirá :

            Concerto para Piano e Orquestra nº 4, op. 58

            Sinfonia nº 7, op. 92

 

   Não tendo registo de qualquer destas peças por estes intérpretes, mostramos-lhe um excerto, o 3º andamento Rondo do Concerto para piano nº 1 em Dó Maior, op. 15 de Ludwig van Beethoven, com Leif Ove Andsnes ao piano e a Norwegian Chamber Orchestra, dirigida por Terje Tønnesen :

 

 

 

                                         quarteto mais marcos magalhães cravo - Copyquarteto de cordas com contrabaixo e cravo

   Também no Sábado 16 de Março, às 19h, é possível ouvir outra prestação generosa (a entrada é livre) de Solistas da Metropolitana na Igreja de São José da Anunciada (Lisboa) intitulada “Concertos Barrocos”.

   Um conjunto composto por Sally Dean oboé, Adrian Florescu violino, Daniela Radu violino, Andrei Ratnikov viola, Vladimir Kouznetsov contrabaixo e Marcos Magalhães cravo irão interpretar as seguintes obras :

 

    Alessandro Marcello – Concerto para Oboé em Ré menor

    Antonio Vivaldi – Sinfonia Al santo sepulcro, RV 169, para cordas

    Domenico Cimarosa – Concerto para Oboé em Dó menor (arranjo de Arthur Benjamin)

    Antonio Vivaldi – Concerto para Cordas em Sol maior, RV 151, Alla rustica

    Tomaso Albinoni – Concerto para Oboé, op. 9/2

 

   Para o leitor ante(ouvir) o que poderá escutar no local, na falta de registo destes Solistas da Metropolitana, mostramos-lhe a primeira peça integral (com os 3 andamentos Allegro, Adagio, Presto) de Alessandro Marcelo, aqui tocada pelos “I Cameristi della Scala” de Milão com Fabien Thouand no oboé em Outubro de 2011 :

 

 

 

orquestra camara portuguesa OCP????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????   Ainda no  próximo Sábado 16 de Março, pelas 16h, a Sala Azul do Teatro Aberto (Praça de Espanha) acolhe o concerto comentado “Beethoven Trocado Por Miúdos!”, da Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP), dirigido pelo maestro Pedro Carneiro, acompanhado no violino por Daniel Bolito, solista da OCP.

   Neste concerto comentado, o extrovertido maestro dirige a mais recente e enérgica orquestra portuguesa, numa tarde divertida (que até inclui um “telefonema surpresa”?), assim como a apresentação, em estreia absoluta, de obras compostas pelos próprios instrumentistas da OCP.

   O programa compreende excertos das seguintes obras :

 

      Beethoven  –  Sinfonia No. 5 em Dó menor, op. 67 (1º andamento)

      Beethoven  –  Concerto para Violino e Orquestra em Ré Maior, op. 61 (2º andamento)

      Romeu Santos  –  Adágio Simples em Dó sustenido menor (músico OCP – estreia absoluta)

      Beethoven  –  Sinfonia No. 7 em Lá Maior, op. 92 (4º andamento)

 

  Por se tratar dum concerto com forte conteúdo lúdico no Espírito de Beethoven, reproduzimos-lhe um(a) flashmob (para mostrar que também cá há !…) organizada com aquela música e por membros da Orquestra de Câmara Portuguesa dirigida por Pedro Carneiro … num eléctrico lisboeta :

 

 

 

 

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   Quanto a jazz (isto para os amadores), um previsível bom espectáculo será o que decorrerá neste Sábado 16 de Março na Sala Principal do Maria Matos Teatro Municipal, às 22h, onde actua o Rodrigo Amado Motion Trio & Peter Evans.

Rodrigo_Amado_2   Fazendo história, há pouco mais de dez anos Rodrigo Amado (foto dir.) iniciou discograficamente uma das mais sólidas carreiras do jazz português, inaugurando os seus “Lisbon Improvisation Players” em 2002. Em 2009, junta o jovem baterista Gabriel Ferrandini ao generoso violoncelista Miguel Mira em “Motion Trio”, oficializando este título; mais tarde veio a confrontar o “Motion Trio” com Paul Dunmall e Jeb Bishop (com quem gravaram o segundo álbum Burning live at Jazz ao Centro e prepararam The Flame Alphabet para ser editado durante 2013) e agora chegou a vez de partilhar o palco com Peter Evans, prodígio incontestado do trompete e um dos mais poderosos improvisadores em actividade que  catalisa boa parte das atenções do jazz em Nova Iorque.peter evans

   Teremos assim em palco no saxofone tenor Rodrigo Amado, no violoncelo Miguel Mira, na  bateria Gabriel Ferrandini e no trompete Peter Evans (foto esq.).

 

   Já mostrámos em Pentacórdios anteriores o Motion Trio em actuação; sendo Peter Evans o elemento novo, ouçamo-lo em improvisações de “Body and Soul” em Agosto de 2009 :

 

 

 

 

   Há ainda no jazz, a oportunidade de ouvir só intérpretes portugueses no Hot Clube (Praça da Alegria, nº 48) onde, às 22h30, toca o “J.C. Project”, ou seja, o conjunto de João Capinha (saxofones tenor e soprano) com Paulo Santo (vibrafone), Sérgio Rodrigues (piano), Francisco Brito (contrabaixo) e Vasco Furtado (bateria).

   O espectáculo repete-se no Domingo 17 de Março.

 

 

leandro tuche ondas   Para ouvir um “luso-brasileiro”, Leandro Tuche, é ir ao Onda Jazz, às 22h30 do mesmo Sábado 16 de Março, onde este nascido brasileiro mas a viver e formar-se em Portugal desde os 14 anos, irá apresentar o seu disco “Ondas” pela primeira vez ao vivo  . Os temas que compõem o disco são representativos de um percurso eclético, suportado pelo estudo da improvisação e linguagem jazzística e que abrange influências de géneros diversos como a música erudita, swing, funk e ritmos afro-latinos.

   Com ele, Leandro Tuche (tocador de guitarras acústica e eléctrica) estarão no palco Desidério Lázaro  (saxofone), Cícero Lee  (contrabaixo) e Marcelo Araújo  (bateria).

 

 

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   No teatro, assinalaríamos no Centro Cultural de Belém, no seu Pequeno Auditório, das 10h às 24h deste Sábado 16 de Março, uma original homenagem a “Os Lusíadas” de Camões, numa concepção e interpretação de António Fonseca.lusiadas

   O actor lembra que : «Os Lusíadas são, para nós, portugueses, a maneira maior de contar um tempo, de diversas formas inscrito nos nossos cromossomas e na nossa memória, em que todos os conceitos da mundivisão foram completamente alterados, em que as paredes se romperam: um punhado de homens lança-se no espaço desconhecido, por razões que podemos imaginar: ambição, desespero, aventura, convicção, necessidade, inconsciência…

d-392-v_t24-C-R0072   (Entretanto) … as mudanças, políticas, sociais e económicas que vivemos em catadupa exigem o reforço da nossa identidade individual e colectiva, das nossas âncoras. Actualizar aquelas motivações de viver, que são ainda, apesar de tudo, as nossas, através da arte maior da poesia de Camões…»

   Daí que António Fonseca se proponha dizer os dez Cantos, num único dia !

   O público pode assistir ao espectáculo integral ou assistir a alguns Cantos. O Canto X será dito em partilha por António Fonseca e alguns participantes que trabalharão previamente com o actor na aproximação ao poema.

   “Os Lusíadas” são uma produção do Teatro Meridional com direcção artística de Miguel Seabra e Natália Luiza, sendo o espaço cénico e figurinos de Marta Carreiras e a música original e sonoplastia de Fernando Mota.

 

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui)

 

 

 

 

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