As notícias da actualidade continuam a não ser muito motivadoras. Por exemplo, no ranking de competitividade hoje publicado, Portugal é o penúltimo da União Europeia. Pior só a Grécia. Mas há sempre uma maneira optimista de dar uma má notícia – um órgão de informação diz assim em título «Portugal é mais competitivo do que a Grécia»… Dentro da mesma lógica do «é mau, mas há pior», informa-se que a qualidade das nossas águas balneares piora, mas mantém-se acima da média europeia. O acordo de compra e venda da seguradora do antigo BPN foi assinado ontem à tarde. «Os dossiês do antigo BPN parecem finalmente ter entrado num ritmo cadenciado de resolução». Já não era sem tempo. E fala-se de futebol…
A crescente futebolização da política e a promiscuidade entre os obscuros negócios do futebol agravam-se á medida em que o acesso de gente incapaz vai invadindo os partidos. Como é possível que um responsável do partido que está no governo se permita, mesmo sem intenção de ofender como ele assevera, brincar com adversários, ofendendo marroquinos, tunisinos e argelinos ao usar a expressão «magrebinos» com sentido pejorativo. Mesmo acreditando que foi uma brincadeira, uma picardia, é de mau gosto usar etnias ou nacionalidades como armas de arremesso. Já basta a animalidade das claques. O homem pediu desculpa e reconheceu que tinha sido uma brincadeira estúpida. Ao reconhecer a estupidez do acto, deu uma prova de inteligência.
Interessantes as declarações do pai de Passos Coelho. O médico António Passos Coelho pede inclusive para o filho abandonar o poder…E faz um diagnóstico correcto: «Isto não tem conserto. Há muitos anos, não é de agora».