Não é raro as empresas contratarem especialistas para as aconselharem a ultrapassar determinadas dificuldades que nos dias que correm aparecem com cada vez mais frequência. Nem sempre “santos de casa” fazem milagres e é bom ouvir e ver o que outros sugerem.
Recorrer a especialistas poderá por isso revelar-se de grande importância, numa altura em que para vencer num mercado cada vez mais difícil, são necessárias decisões precisas, tomadas muitas vezes em cima dos acontecimentos, e na maior parte das vezes sob pressão.
Ao contratarem esses “doutores da premonição” ou mais vulgarmente “gurus” é de esperar que eles tragam ideias novas para a ultrapassagem das situações que preocupam as empresas.
Esses indivíduos são em princípio especialistas em gestão, com graus académicos, que desenvolvem e vendem às empresas, teorias de gestão e tendências para o futuro, através de conferencias , seminários ou consultorias. Mas o pior é que muitas vezes se vende gato por lebre e muitas empresas chegam a subcontratar o seu próprio pensamento.
Isso acontece porque muitas vezes gostam de ouvir alguém de fora dizer-lhes aquilo que elas veem fazendo, outras porque escolheram mal os consultores
Outro dia numa busca pela internet, vi que nas páginas de algumas empresas que vendem consultoria , há erros de todo o tamanho e algumas não conseguem sequer discernir a diferença que há entre um conteúdo programático e um cronograma.
A seleção dos “gurus”, que possam ajudar as empresas a delinear estratégias vencedoras é fundamental. Para isso é necessário que os que as contratam disponham cada vez mais de uma competência, até aqui pouco valorizada, a capacidade de concentração.
Essa capacidade irá permitir-lhes fazer um levantamento das necessidades que querem suprimir. Identificadas essas necessidades, estarão em melhores condições para poderem escolher os consultores que tenham conhecimentos e que possam ser veiculados para aquilo que eles pretendem.
Caso contrário estarão a deitar dinheiro à rua e a deixar a sua empresa a “marcar passo”