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SAÍDA DO EURO – A RESPOSTA DE BERNARD BOUZON

Tradução de Júlio Marques Mota 

À pergunta formulada

Eis pois a questão que levanto aqui e agora,  uma vez que Portugal se recusa viver em autarcia como um país pequeno que somos,  uma vez que a saída da zona euro unilateral é também ela inaceitável, uma vez que a saída apoiada pela UE é , por seu lado, impraticável, tendo em conta este conjunto a ignorância, a ganância e a maldade destes que nos governam,  seja  a nível regional seja  a nível nacional, então o que fazer para não se morrer, mesmo que lentamente (!)  com estas políticas que estão e estão mesmo para durar e  talvez mais de dez anos, de acordo com as declarações de Jens Weidmann ao Wall Street Journal

Apresentamos a resposta de Bernard Buzon, um militante da Attac, engenheiro de formação e muito empenhado nas lutas sociais. Foi um dos animadores das lutas de Metaleurop Nord. Um texto que nos serve de estímulo.

Mais tarde, editaremos o seu texto sobre a crise grega referido na nota abaixo

 

Um texto de estímulo

Bernard Buzon

Peço desculpa por não ter respondido  mais rapidamente ao seu pedido.

Eu não pude ler o seu texto porque o meu computador não dispõe da  sua versão do Word.

Isso não justifica a ausência da minha resposta  que resulta basicamente da minha idade.

A sua proposta de partilharmos  a nossa reflexão sobre uma escolha de sair do euro  e o consequente regresso  a uma moeda nacional é muito interessante e multifacetada.

Estou actualmente sem conseguir  fazer uma síntese das minhas reflexões  ou  informações sobre este tema .

Eu seguirei com muito interesse a vossa análise e devo para já encorajá-lo a prosseguir com essa tarefa.

Para ser um pouco mais positivo, proponho-me enviar-lhe, se não teve ainda a oportunidade de ler, um pequeno livro de Jacques Généreux ( Front de Gauche) com que não concordo totalmente o seu  “anti liberalismo primário”, mas contém reflexões interessantes.

Que me volte a dar a sua morada postal  (que eu perdi) e terei muito prazer em oferecer-lho.

Amigavelmente

Bernard Bouzon

P.S. E o livro chegou. Trata-se  de Jacques Généreux, Nous, on peut, com prefácio de Mélenchon, edições Seuil, 2011.

Na dedicatória deste livro  lê-se: “como reconhecimento pela sua Iniciativa do debate a propósito da saída de Portugal do euro…envio-os o livro de Généreux .

Pela minha parte, creio que nós estamos a ser vítimas de uma falta de ética  da plutocracia financeira europeia e mundial…Envio-vos um artigo que escrevi em 2012 para colocar em evidência os mecanismos postos em prática pela “fricocracia” europeia na crise grega e…generalizável aos outros Estados   europeus em dificuldade.”

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