AGITAÇÃO NAS FORÇAS ARMADAS – UM COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL
carlosloures
No meio de toda a confusão no Pais, autêntica palhaçada, cujos maiores protagonistas são o Presidente da República e o Primeiro Ministro, a situação nas Forças Armadas complica-se,o mal estar alastra-se e a agitação é contida apenas pelo natural sentido patriótico dos militares.
As gafes dos responsáveis políticos sucedem-se, umas às outras, e já não escondem a “incapacidade” que os mesmos têm em perceber a natureza militar.
A última delas protagonizou-a o próprio Ministro da Defesa, quando em plena cerimónia militar comemorativa do “Dia da Força Aérea” não se coibiu de repreender publicamente, à frente das forças em parada, o respectivo Chefe de Estado Maior.
Dizem muitos militares que só a natureza do CEMFA terá evitado que o mesmo lhe tivesse respondido à letra, em público e de imediato, o tivesse “posto em sentido”, e lhe tivesse apresentado a respectiva demissão.
Lamentam os mesmos que o general CEMFA tivesse perdido uma boa ocasião para se transformar em “herói”.
Mas o que está, verdadeiramente, a incendiar o ambiente nas Forças Armadas é a difusão de uma carta “Da Velha Guarda aos Militares nas Fileiras”, onde militares reformados alertam os militares no activo para o que lhes pode acontecer no futuro, quanto às garantias de apoio social no fim das carreiras.
Isto, porque na fase final de um projecto que começou com a criação do I.A.S.F.A., os militares e seus familiares, têm fortes suspeitas de que se prepara o encerramento da ADM e do IASFA, com o esbulho do património construído com base nas participações dos próprios militares, com vista à sua venda ao sector privado, seja para fins imobiliários, seja para outros fins.
Como se calcula, num momento de crise, como a que se atravessa, o que não se necessita é de agitação no seio dos militares…