No Rio de Janeiro D. Pedro entrega a chefia do Ministério a José Bonifácio. Mas avisa-o que nenhuma ordem vinda de Portugal deve ser executada sem a prévia autorização do Príncipe Regente.
Em fins de março de 1822, com meia dúzia de acompanhantes e sem escolta pessoal, D. Pedro vai a Minas Gerais tentar diluir as reservas do Governo local contra a sua Regência. Audácia que provoca o aplauso de populares e governantes, até mesmo em Vila Rica, capital da província. O seu arrojo dissipa a desconfiança dos mineiros…
Ainda em 1822, nos finais de agosto, por motivo idêntico ao de Minas, D. Pedro desloca-se a São Paulo. Ali, em 7 de setembro, junto ao riacho Ipiranga, um mensageiro, acabado de chegar do Rio, entrega-lhe uma carta de José Bonifácio. Lê-a e fica a saber que as Cortes de Lisboa rebaixavam o Príncipe Regente a mero funcionário e que iriam embarcar um regimento para repor a ordem no Brasil. Furioso. D. Pedro saca e brande a espada. Para todos que o cercam, grita:
– Independência ou morte!
Frase que ficará conhecida como O Grito do Ipiranga.
No Rio de Janeiro, para entusiasmo da multidão, em 1 de dezembro de 1822 D. Pedro é coroado Imperador, o primeiro do Brasil. Tem apenas 24 anos. E todo o povo usa o laço que ele desenhara: as palavras Independência ou Morte! estampadas sobre dois tecidos sobrepostos, um verde, outro amarelo. Duas cores a simbolizar a floresta e o ouro, a natureza e a fortuna.