Entrou no parque de estacionamento e procurou um lugar. Estacionou no primeiro vago que encontrou. Por acaso era o 1º. Lugar da fila C. Normalmente as filas têm um lugar em frente do outro. O carro que estava estacionado no lugar da frente estava a pisar um bocado do seu espaço daí que, ao sair, tenha verificado que a traseira do seu próprio carro estava um pouco para lá do traço que divide o estacionamento do sítio por onde circulam os veículos. Que chatice, pensou! Ainda me dão aqui um toque no carro. Ainda pensou mudar de lugar, mas acabou por dizer, que se lixe, não o mudo!
Andou uns metros, subiu na escada rolante, e começou a olhar para as lojas, prendeu-se numa de malas de viagem, ainda pegou nalgumas para avaliar o peso e foi dizendo para consigo, estão a fazer malas que já não pesam quase nada! Ninguém lhe perguntou se precisava de alguma informação apesar de ainda ter pegado numa meia dúzia. Saiu entrou na loja de roupa do crocodilo, perguntou se tinham umas bermudas que lhe servissem. A empregada perguntou o número e disse-lhe que já não tinha. Apalpou uma camisola e saiu.
Depois de ter dado uma volta por uma loja de telecomunicações, entrou numa de produtos desportivos. Uma jovem empregada veio ter com ele. Disse-lhe as caraterísticas dos sapatos que procurava e explicou que não queria uns com cores muito garridas. Observou uma meia dúzia e ficou só com dois modelos. Um estava em saldo, daí que a diferença de preço entre uns e outros ainda fosse significativo.
Perguntou se podia calçar um de um modelo no pé-direito e outro do outro modelo no pé esquerdo. Deu uns passos na loja a experimentar. Andou um bocado. A seguir foi dar mais uma vista de olhos a outros sapatos, e apesar de já ter perguntado se tanto uns como outros eram bons, voltou a perguntar. Deu mais uma volta e optou por uns claros com o logo da marca em lilás com a sola e os atacadores da mesma cor.
Perguntou pela 4ª. vez, se não tinha mesmo umas cores mais sóbrias. A rapariga que o atendia chamou uma colega e ela voltou a mostrar-lhe os já mostrados. Mais uma pequena hesitação, olhou para os sapatos calçados, um de um modelo outro de outro, como atrás referimos. Finalmente descalçou-os e decidiu-se pelos que estavam em saldo. Sentiu-se bem com uns e com outros e optou pelos mais baratos.
Perguntou à jovem se era ela que recebia, tendo-o ela acompanhado à caixa e dito que era o colega. Pagou com multibanco, mas entretanto enganou-se no código. Pediu desculpa e voltou a marcar novamente desta vez com êxito. Como tem mais do que um cartão muitas vezes marca o código de outro cartão.
Entretanto enquanto ele pagava a empregada que o tinha atendido, meteu-lhe os sapatos na caixa, tendo ele dito: – Se tiver um saco de plástico não é necessário pôr na caixa, mas a empregada simpaticamente disse-lhe que no caso de ele por qualquer motivo querer vir a trocar, será necessária a caixa. Aqui o nosso amigo não percebeu se ela disse aquilo por ele ter demorado algum tempo a decidir, se o fez por uma questão de profissionalismo ou se é uma rotina da loja.
No momento não lhe passou pela cabeça que ela o tenha dito por ele ser um cliente simpático, mas ao sair da loja aventou essa hipótese para si mesmo. Convencido hã!

