“A MENINA SEM NOME” PODE SER CONSIDERADA UMA CRIANÇA SELVAGEM? Por clara castilho
clara castilho
O que tenho escrito sobre “crianças selvagens” tem suscitado interesse por parte dos leitores. Tive agora conhecimento de um outro caso que vem dar razão ao antes defendido.
Por volta de 1950, entre e Venezuela e a Colômbia, uma menina já com 4 ou 5 anos foi raptada e deixada sozinha no meio da selva. Passou por muita coisa, ainda é hoje viva e pode contar.
Nessa altura diz ter sido “adoptada” por macacos capuchinhos, com quem aprendeu a sobreviver. Nessa altura esqueceu a linguagem humana. Só aos 10 anos voltou a encontrar humanos que, ao contrário dos macacos, a maltrataram, exploraram e fizeram sofrer. Não vou contar a história, bem triste, que pode ser lida no livro “A menina sem nome” (ASA).
Queria só voltar à questão da importância da aprendizagem da linguagem antes dos acontecimentos que levaram ao seu isolamento. Foi o que não aconteceu com Vitor de Aveyron. Foi o que não aconteceu com a Menina Galinha.