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A RUPIA INDIANA CONTINUA A CAIR E O DÉFICE COMERCIAL CONTINUA A AUMENTAR. UMA MONTAGEM POR JÚLIO MARQUES MOTA – II

Obrigado à Wikipedia
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(continuação)

Uma montagem  a partir de vários textos de Bloomberg  e não só.

Bloomberg | Roben Farzad |16 Agosto 2013 (excerto)

A India a desfraldar  o seu muito mau humor

A rupia sofreu agora uma descida recorde  e as  acções e obrigações deste país   desceram a pique aumentando as preocupações  e as dúvidas quanto à hipótese  de que a economia da Índia não será capaz de conter as saídas de capital estrangeiro, tanto quanto o Federal Reserve dos Estados Unidos anuncia  que vai começar a diminuir os  estímulos monetários- o que pode ter como resultado tornar a vida bem mais  difícil para a Índia poder financiar  o seu grande défice da balança  corrente. As tentativas do governo para fortalecer a moeda não inspiraram até agora muita confiança. Tal como o velho New York Telephone  tem os diversos sinais ajustados,  nós estamos todos conectados.

A rúpia  desceu para um  nível sem precedentes, o de  62,0050 por dólar hoje, antes de fechar em 61,6550 em Mumbai, de acordo com as indicações  dos  bancos locais recolhidas pela Bloomberg. O índice bolsista de referência da Índia, o BSE Sensex, caiu 4 por cento, a maior  descida em quase dois anos. Um indicador chave sobre a volatilidade registou uma variação de 26 por cento, o maior aumento em quase cinco anos. O rendimento dos títulos de dívida pública da Índia a dez anos  está ao  seu nível mais alto desde Novembro de 2011.   Vejamos graficamente os yields dos títulos soberanos a 10 anos.

A rupia indiana continuou a descer e no final de Agosto mergulhou para novas profundidades na quarta-feira tanto quanto os investidores se afastaram de activos considerados  mais arriscados, a partir da ameaça de um possível ataque militar liderado pelos EUA na Síria, adicionando-se isto  a um ano já sombrio para a rupia.

Como resposta, Reserve Bank of India disse que iria vender dólares das  suas reservas para três companhias petrolíferas  a fim destas  satisfazerem  as suas necessidades diárias em  dólares, operação efectuada imediatamente a seguir e  sem data de fecho de vendas, de acordo com um comunicado do banco central. As companhias de petróleo representam cerca de 40% da procura mensal  em dólares, em média, de acordo com o Times of India.

Enquanto a rupia estabeleceu uma sequência de registos em baixa  nas últimas semanas, a queda de quarta-feira foi particularmente severa. Bloomberg descreveu a queda da rúpia como a mais violenta desde 1993, pelo menos, citando informações recolhidas junto dos bancos locais. O dólar americano de E.U. USDINR que tinha  já atingido o valor de  68,825 rupias, alcançou o valor de  66,19 rúpias na terça-feira na América do Norte.

Para as exportações indianas estarem em expansão, os exportadores locais precisam de parceiros comerciais com economias saudáveis. Mas não muitos de entre os países vizinhos que estão nessas condições, tornando assim mais difícil uma recuperação desencadeada e sustentada a partir das  exportações, de acordo com Raghuram Rajan, o principal assessor económico que em Setembro vai tomar posse como governador do banco central do país. “O mundo inteiro está numa  fase de crescimento lento  e assim  vai ser bem mais difícil  aumentar a quota de mercado neste ambiente”, disse Rajan à revista Bloomberg Businessweek  numa entrevista de Março. “É bem  mais difícil do que em tempos normais.”

Problemas estruturais da Índia também vão-se tornar mais difíceis para os exportadores indianos aumentarem os seus lucros em moeda local  para beneficiarem da  rupia fraca. Apesar da externalização das tecnologia da informação, como a Tata Consultancy Services (TCS: IN) e Infosys (INFY) tem crescido, graças ao baixo custo dos trabalhadores em Bangalore e noutras cidades indianas, os industriais  do país sofreram desta triste história da Índia vista em termos de de sub-investimento em portos, estradas e noutras infra-estruturas. O “défice  de infraestruturas”,  diz-nos o analista em títulos da dívida pública Atsi Sheth, da  Investidores Moody Services “, reduz o potencial de crescimento e desencoraja o investimento estrangeiro directo.” Essa é uma razão pela qual a Índia, ao contrário da China e de outros vizinhos asiáticos, não é um grande exportador de computadores, aparelhos electrónicos, brinquedos ou artigos desportivos.

Há razões para optimismo. O governo está consciente dos problemas estruturais e quer fazer grandes investimentos para melhorar as infra-estruturas de produção  no chamado “corredor industrial” entre Delhi e Mumbai. Custos mais elevados na China, por sua vez, estão a levar  alguns fabricantes   de produtos intensivos em  trabalho a procurar alternativas na Ásia, criando “uma enorme oportunidade para a Índia”, diz-nos  S. Gopalakrishnan, presidente da Confederação da Indústria Indiana. Para tirar proveito da abertura, diz ele, a Índia precisa de rever as regras que tornam mais difícil para os grandes empregadores contratar e despedir  trabalhadores. “As normas de regulação do trabalho devem ser repostas de novo sobre a mesa de negociações para a indústria de produção em massa, acrescenta ele .

(continua)
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