O Rio de Janeiro, a poucos meses da realização do Campeonato do Mundo de Futebol, carece de infra-estruturas básicas, como sendo uma rede de saneamento urbano com capacidade suficiente para servir os mais de seis milhões de habitantes da cidade (quase doze milhões na áea metropolitana) e os muitos milhares de visitantes que, de todo o mundo, irão afluir para assistir aos grandes acontecimentos desportivos de que a cidade irá ser cenário – a Copa do Mundo de Futebol 2014 e as Olimpíadas 2016. A nossa colaboradora Rachel Gutiérrez escreveu uma carta ao Jornal Globo. Não foi publicada. Lá como cá, há verdades inconvenientes… Aqui deixamos o seu protesto.
Há poucas calçadas no Rio que não cheirem a urina e excrementos.
Vivemos numa cidade sem infra-estrura sanitária, além de tudo o que falta.
Como é que vamos receber multidões de turistas, atletas, visitantes, torcedores do mundo inteiro se após uma noite de sábado na praia do Leme, por exemplo, toda a orla e as calçadas
cheiram a cloacas abertas? Neste caso, nada contra os visitantes da Zona Norte, mas toda a nossa indignação com a falta de cuidado e de higiene da prefeitura que os recebe tão mal.
Enquanto todos os quiosques das praias, assim como os bairros e o centro da cidade não tiverem banheiros públicos higienizados e mantidos limpos pela prefeitura, não poderemos
nos considerar civilizados, nem teremos condições de receber quem quer que seja nesta Cidade Maravilhosa que, infelizmente, sofre de um desagradabilíssimo mau-hálito.