DORINDO – autobiografia, ou quase – 5 – por Dorindo Carvalho
carlosloures
S /título / técnica mista s/ madeira, 100 x120 cm. / 1967
Depois de ter participado em várias exposições colectivas, em algumas delas premiado, realizo a minha primeira individual em Lisboa.
Nas minhas buscas constantes, o que nunca deixei de as fazer, quer no desenho gráfico quer na pintura, fui encontrando novas formas de expressão.
Na pintura, dentro das tendências do informalismo, fui realizando uma série de obras que expus na Galeria do Diário de Noticias.
Nesse jornal referindo-se a essa exposição, em Janeiro de 1967, a escritora e crítica de arte Manuela de Azevedo escrevia:
«…Dir-se-ia que o pintor, de olhos voltados para dentro de si, reconstitui um mundo sideral, inquietamente captado quando fita o espaço, já sem incógnitas nem misteriosas poéticas. A poesia tem hoje a cor da mais empolgante realidade. Talvez por isso, Dorindo Carvalho consegue dar-nos a metafisica dos mundos e submundos da realidade».