Esta cantiga da fase inicial da poesia galego-portuguesa, durante muito tempo, foi tida como uma canção de amor. Interpretações mais recentes classificaram-na entre as cantigas de escárnio. A autoria chegou a ser atribuída a Pai Soares de Taveirós. Fernando Peixoto da Fonseca, em Cantigas de Escárnio e Maldizer dos Trovadores Galego-Portugueses, 1961, da Livraria Clássica Editora, citando Elza Pacheco e José Pedro Machado, que prepararam a edição do CBN – Cancioneiro da Biblioteca Nacional pela Revista de Portugal, levanta a hipótese de o autor ter sido, talvez, Martim Soares.