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EDITORIAL – Sondagens e eleições

Imagem2Por sugestão do argonauta Rui de Oliveira, vamos logo após a nossa edição especial de 25 de Abril, movimentar o espaço de debate sobre as eleições para o Parlamento Europeu que terão lugar em 25 de Maio. Será o debate inaugural do nosso Forum. A pertinência desta discussão é sublinhada pela iniciativa levada a cabo por seis importantes órgãos da imprensa continental – The Guardian, Le Monde, La Stampa, El País, Gazeta Wyborcza Süddeutsche Zeitung – a ideia é similar – saber o que pensam os respectivos leitores sobre as eleições europeias.

Os portugueses não parecem muito motivados com este acto, sendo de prever uma elevada taxa de abstenção. Mais participadas serão por certo as Legislativas, em Outubro de 2015 e três meses após, em Janeiro de 2016, as Presidenciais. Numa sondagem recente, levada a cabo pela Universidade Católica para o DN, JN, Antena 1 e RTP, o PS terá mais votos do que uma eventual coligação entre o PSD e o CDS – o PS sobe para 36% e o PSD cai para 30% – abrindo um fosso de 6%, o maior desde Março de 2013. Isto numa altura em que Governo e partidos da maioria anunciam melhorias sensíveis na Economia – pelos vistos, os cidadãos acreditam mais nas vicissitudes por que passam do que nas estatísticas cor de rosa – somos um povo prosaico, sem imaginação… Voltando à sondagem, além da subida do PS, a coligação do PCP e PEV sobe também, para os 12% (terceira força mais votada) e o BE mantém a percentagem de 7%. O CDS sobe 1%, de 3 para 4%, o que torna ridícula a pose de Paulo Portas e dos outros ministros do CDS que invocam um mandato popular inexistente.

Na sondagem ressalta também a descrença do eleitorado na bondade da alternativa, pois somente 23% dos inquiridos acreditam que a oposição vai emendar os disparates do actual executivo. Os cidadãos vão tomando consciência de que governo e oposição são como irmãos envolvidos numa querela, na disputa de uma herança… O voto popular, em vez de escolher os que vão servir a Democracia, vai decidindo quem vai por quatro anos beneficiar das vantagens do poder.

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