Category Archives: Ciências humanas

A GALIZA COMO TAREFA – ilusão retrospectiva – Ernesto V. Souza

Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura,

A GALIZA COMO TAREFA – ilusão retrospectiva – Ernesto V. Souza

Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura,

DIÁSPORA. MEMORIA Y DIGNIDAD EN EL MUSEU DO ALJUBE, por Moisés Cayetano Rosado

Una vez más voy al Museu do Aljube en Lisboa (http://moisescayetanorosado.blogspot.com/2017/11/actividades-en-el-museu-do-aljube.html). Su director, Luís Farinha, va a efectuar una visita guiada, contando además con el testimonio directo de un exprisionero de este lugar en los tiempos siniestros del salazarismo, cuando

DIÁSPORA. MEMORIA Y DIGNIDAD EN EL MUSEU DO ALJUBE, por Moisés Cayetano Rosado

Una vez más voy al Museu do Aljube en Lisboa (http://moisescayetanorosado.blogspot.com/2017/11/actividades-en-el-museu-do-aljube.html). Su director, Luís Farinha, va a efectuar una visita guiada, contando además con el testimonio directo de un exprisionero de este lugar en los tiempos siniestros del salazarismo, cuando

A GALIZA COMO TAREFA – mecânica – Ernesto V. Souza

O meu pensamento é mecânico. Dou em pensar isto ultimamente. Agora diríamos analógico. Curioso. Na realidade é híbrido, por causas da idade, ecossistemas e as culturas em que por geração fomos vivendo. Funciona, verdadeiramente, com metáforas, procuras, sistemas gráficos, bases de

A GALIZA COMO TAREFA – mecânica – Ernesto V. Souza

O meu pensamento é mecânico. Dou em pensar isto ultimamente. Agora diríamos analógico. Curioso. Na realidade é híbrido, por causas da idade, ecossistemas e as culturas em que por geração fomos vivendo. Funciona, verdadeiramente, com metáforas, procuras, sistemas gráficos, bases de

A GALIZA COMO TAREFA – hierarquias – Ernesto V. Souza

Todas as sociedades alicerçam as suas realidades e ordem social, sobre capas de constructos imaginários que vão justificando as hierarquias sociais e políticas que as governam; e que, por sua vez, definem e justificam como “naturais” e quase “eternos” os

A GALIZA COMO TAREFA – hierarquias – Ernesto V. Souza

Todas as sociedades alicerçam as suas realidades e ordem social, sobre capas de constructos imaginários que vão justificando as hierarquias sociais e políticas que as governam; e que, por sua vez, definem e justificam como “naturais” e quase “eternos” os

A GALIZA COMO TAREFA – oblomovismo – Ernesto V. Souza

Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura

A GALIZA COMO TAREFA – oblomovismo – Ernesto V. Souza

Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura

A GALIZA COMO TAREFA – contextos – Ernesto V. Souza

Para o Marcos Saavedra, registrador de livros esquecidos. Alguma gente lê textos, eu prefiro – sempre que é possível – ler contextos (livros,  panfletos, manifestos, plaquettes, revistas, fanzines, jornais nas fontes originais). Isto tem muito a ver com a minha

A GALIZA COMO TAREFA – contextos – Ernesto V. Souza

Para o Marcos Saavedra, registrador de livros esquecidos. Alguma gente lê textos, eu prefiro – sempre que é possível – ler contextos (livros,  panfletos, manifestos, plaquettes, revistas, fanzines, jornais nas fontes originais). Isto tem muito a ver com a minha

A GALIZA COMO TAREFA – desfeita – Ernesto V. Souza

Em 1983, Camilo Gonsar, publicou um livro experimental, como todos os dele, que a meio caminho entre a narração e o testemunho informativo, contava a pesquisa que realizava um jornalista para determinar uns feitos, um assassinato acontecido na Sárria de

A GALIZA COMO TAREFA – desfeita – Ernesto V. Souza

Em 1983, Camilo Gonsar, publicou um livro experimental, como todos os dele, que a meio caminho entre a narração e o testemunho informativo, contava a pesquisa que realizava um jornalista para determinar uns feitos, um assassinato acontecido na Sárria de

A GALIZA COMO TAREFA – o fim da transição – Ernesto V. Souza

Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem.

A GALIZA COMO TAREFA – o fim da transição – Ernesto V. Souza

Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem.

A GALIZA COMO TAREFA – depende – Ernesto V. Souza

Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais

A GALIZA COMO TAREFA – depende – Ernesto V. Souza

Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais

A GALIZA COMO TAREFA – lugares comuns – Ernesto V. Souza

Quando às vezes ponho diante dos olhos… Não sei que me evoca mais. Se a lembrança da imagem da página original, resseca e crepitante, moldurada com a força da impressão tintada sobre o papel; mais que lida, e agora na

A GALIZA COMO TAREFA – lugares comuns – Ernesto V. Souza

Quando às vezes ponho diante dos olhos… Não sei que me evoca mais. Se a lembrança da imagem da página original, resseca e crepitante, moldurada com a força da impressão tintada sobre o papel; mais que lida, e agora na

A GALIZA COMO TAREFA – 7 cuncas – Ernesto V. Souza

A Galiza tem um fugaz fulgor republicano, um enérgico pulo romântico e um fundo pouso barroco e românico. Sem saudades, nem mitificações: são épocas históricas nas que por causas económicas favoráveis, circunstâncias sociais determinadas e reivindicativas prendeu, na parte mais

A GALIZA COMO TAREFA – 7 cuncas – Ernesto V. Souza

A Galiza tem um fugaz fulgor republicano, um enérgico pulo romântico e um fundo pouso barroco e românico. Sem saudades, nem mitificações: são épocas históricas nas que por causas económicas favoráveis, circunstâncias sociais determinadas e reivindicativas prendeu, na parte mais

A GALIZA COMO TAREFA – Œuvre au noir – Ernesto V. Souza

Para os que estamos, não apenas fora, senão simplesmente no avesso da história, e nem acreditamos no capitalismo como sucesso e fim nem na imagem que espelha o presente mas que como névoa pixelada, resulta-nos difícil acreditar nas evoluções lineares

A GALIZA COMO TAREFA – Œuvre au noir – Ernesto V. Souza

Para os que estamos, não apenas fora, senão simplesmente no avesso da história, e nem acreditamos no capitalismo como sucesso e fim nem na imagem que espelha o presente mas que como névoa pixelada, resulta-nos difícil acreditar nas evoluções lineares

DIÁSPORA. EL INFIERNO DE AQUELLOS INTERNADOS INFANTILES, por Moisés Cayetano Rosado

Durante algunos años, me dediqué a estudiar con cierta intensidad la vida en ciertos internados infantiles de nuestro país. El discurrir diario de esa infancia recogida en centros asistenciales -bajo iniciativa de diputaciones provinciales o de tutela estatal-, procedentes de

DIÁSPORA. EL INFIERNO DE AQUELLOS INTERNADOS INFANTILES, por Moisés Cayetano Rosado

Durante algunos años, me dediqué a estudiar con cierta intensidad la vida en ciertos internados infantiles de nuestro país. El discurrir diario de esa infancia recogida en centros asistenciales -bajo iniciativa de diputaciones provinciales o de tutela estatal-, procedentes de

A GALIZA COMO TAREFA – e aí, na Espanha? – Ernesto V. Souza

“Portugal, hoje, está muito bem”, diz o rapaz, engenheiro eletrónico, aluno de pós-graduação, a uma outra companheira de turma. Ela, na casa dos 40, contrato precário de professora doutora e especialista em Engenharia florestal, afirma com a cabeça. “Pois é“,

A GALIZA COMO TAREFA – e aí, na Espanha? – Ernesto V. Souza

“Portugal, hoje, está muito bem”, diz o rapaz, engenheiro eletrónico, aluno de pós-graduação, a uma outra companheira de turma. Ela, na casa dos 40, contrato precário de professora doutora e especialista em Engenharia florestal, afirma com a cabeça. “Pois é“,

A GALIZA COMO TAREFA – best-sellers – Ernesto V. Souza

Não será também este ano, pois já vai quase inteiro andado, que aconteça esse Apocalipse do papel, anunciado há décadas pelos profetas do digital, nem virá tão pronto esse mundo futuro imediato, há quanto pregoado, do livro terminator eletrónico. Mas

A GALIZA COMO TAREFA – best-sellers – Ernesto V. Souza

Não será também este ano, pois já vai quase inteiro andado, que aconteça esse Apocalipse do papel, anunciado há décadas pelos profetas do digital, nem virá tão pronto esse mundo futuro imediato, há quanto pregoado, do livro terminator eletrónico. Mas