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CASA DA ACHADA – 25 DE ABRIL – EXPOSIÇÕES, CORO DA ACHADA e CONVÍVIO / O ASFALTO É TÃO LARGO / O TEMPO E A COR / PINTURA E SOCIEDADE / CINEMA com DEUS, PÁTRIA, AUTORIDADE

Microsoft Word - 24-27 ABR 14

Em resposta a um apelo que por aí circula, «Todos os rios vão dar ao Carmo!», o Coro da Achada e o Grupo de Teatro da Achada virarão rio no asfalto que sai do Largo da Achada (parte às 20h30) e cantará colina abaixo, colina acima, até se fazer mar, no Largo do Carmo (chega às 22h).

Vem daí! É andar! De voz ou panelas em punho…

Não é por fazer 40 anos. Este 25 de Abril encontramos-nos outra vez na Casa da Achada para ver, conviver, comer e cantar. Às 18h30, inauguram três exposições. E o coro apresenta um espectáculo especial que preparou a pensar no antes, no durante e no depois do 25 de Abril. E hoje? Traz um farnel para ajudar. Não é por fazer 40 anos. É pelo que falta fazer.

– MÁRIO DIONÍSIO – PINTURA A PARTIR DE 1974: Trata-se de uma exposição de dezenas de obras de Mário Dionísio que mostra o seu percurso como pintor abstracto, entre 1974 e 1993.
– O 25 DE ABRIL AO AR LIVRE: São 20 painéis em tela com textos e imagens sobre o que mudou com o 25 de Abril a partir de um texto de João Martins Pereira: «… esses dois anos terão sido para muitos (para eles-próprios, mas sobretudo para uns milhões de trabalhadores da cidade e do campo, de “deserdados”, de explorados, de moradores de bairros de lata, de velhos e novos, homens e mulheres) os dois únicos anos da sua vida — até ver — em que agiram, comunicaram, participaram, decidiram, enfim intensamente viveram. Estariam eles materialmente melhor se não tem havido esses excessos e desvarios? Tudo leva a crer que não.»
– O 25 DE ABRIL POR VIR: Uma exposição-venda, de angariação de fundos para a Casa da Achada, de pinturas, cartoons, desenhos e cartazes, de vários artistas, feitos propositadamente para esta exposição.
– SE AQUELA FACA CORTASSE – 40×25=MIL: Apresentação do Coro da Achada, lembrando os homens e mulheres que cantaram na Comuna de Paris, na resistência contra o nazismo e o fascismo, nos latifúndios andaluzes, contra a guerra do Vietname, no Maio de 68, na Grécia e no Chile esmagados pelos generais fascistas, contra a opressão colonial, contra os tempos escuros à portuguesa, os da pide e da censura. E relembra Michel Giacometti e um povo a cantar, Fernando Lopes-Graça e os seus companheiros das Marchas, Danças e Canções, Zeca Afonso. Saúda o 25 de Abril, os seus soldados livres, um mundo novo que nascia. Uma nova maneira de viver fazendo. E, claro, hoje, por entre brumas de desilusão, pergunta (grita) porquê, como e quando.

Nos domingos de Abril temos, com um grupo da Associação de Realizadores de Cinema de Animação, esta oficina de ilustração, banda desenhada e animação.

Máximo de participantes: 8
A partir dos 13 anos
Atenção!, nesta oficina são necessárias inscrições.
Para mais informações.

18h30 – Continuação da leitura comentada, com projecção de imagens, de extractos de Pintura e sociedade de Pierre Francastel. Quem lê é Manuela Torres.

21h30 – Cinema com Deus, Pátria, Autoridade (1976, 110 min.) de Rui Simões, precedido de Jornal Cinematográfico Nacional – B (1975, 10 min.) do IPC.
Quem apresenta é Rui Simões.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).

    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

E, PARA QUEM QUISER E PUDER, PODEM AJUDAR A CASA DA ACHADA:

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