CASA DA ACHADA – 25 DE ABRIL – O OLHAR COMPROMETIDO DE GÉRALD BLONCOURT, CANTA O CORO DA ACHADA, PIQUENIQUE / IR ALÉM VOLTAR ATRÁS / FOTOGRAFIA E MEMÓRIA / CINEMA com TO SANG FOTOSTUDIO

25 a 27 de Abril de 2015

Neste 25 de Abril, ao fim da tarde, encontramo-nos na Casa da Achada para ver, ouvir e conviver.

Às 18h30 inauguramos a exposição «O olhar comprometido de Gérald Bloncourt», com a presença do autor. Gérald Bloncourt, fotógrafo que esteve em Portugal nos dias seguintes ao 25 de Abril, mas que por cá passou antes, em 1967, para fotografar as pessoas e o que muita gente não queria ver nos bairros de lata durante o fascismo. Fotografou, ainda antes, os emigrantes portugueses nos bidonvilles em França, também estes invisíveis para muita gente. São estas algumas fotografias que vamos mostrar, em conjunto com as imagens de esperança e de resistência que explodiram nos dias seguintes ao 25 de Abril. Gérald Bloncourt também nos vai mostrar, em dois vídeos – Revolução dos cravos e Maio de 68 -, muitas outras das suas fotografias.

O Coro da Achada canta canções de «olhos abertos para amanhã». Há piquenique e convívio no jardim. Toda a gente terá de trazer o seu farnel para haver comida para todos.

Vamos conversar com Gérald Bloncourt e Conceição Tina Melhorado – retratada, nos anos 60, por Bloncourt num bidonville em França – sobre as questões da imigração. A esta conversa juntam-se João Machado, autor da Crónica de uma luta de emigrantes portugueses em França: 2001-2011, e José Machado para falarmos, em maior pormenor, sobre os desertores e refractários durante o Estado Novo. Vamos projectar dois vídeos de fotografias de Bloncourt, Imigração portuguesa e Meio século de memória operária, e o documentário Os cantos do desertor de José Vieira.

Ao final da tarde, às 18h, partindo da exposição e do depoimento de Gérald Bloncourt, vamos conversar sobre fotografia, memória e comprometimento, ontem e hoje, com investigadores em ciências sociais e humanas do seminário Memória, Cultura e Devir do Instituto de História Contemporânea da FCSH/UNL, que co-organiza a sessão.

Mais tarde, às 21h30, projectamos dois filmes, inseridos no ciclo «Bastidores – fazeres que não se vêem»: To Sang fotostudio (1997, 35′) de Johan van der Keuken e Leven met je ogen (Viver com os olhos, 1997, 55′) de Ramón Gieling.

O CORO DA ACHADA VAI CANTAR:

  • O PREC NO CAMÕES – 40 ANOS DEPOIS…
    Escola Secundária Camões (Lisboa), 23 de Abril, 17h
    O Coro da Achada canta neste encontro para todos os que querem revisitar os ecos da revolução do 25 de Abril nas escolas. Entre o país e a escola, entre memórias e reencontros, entre canções entre canções e convívio, entre imagens e «comes e bebes».
  • DA ACHADA AO CARMO!
    Largo da Achada (Lisboa), 24 de Abril, 22h
    Na noite de 24 de Abril o Coro da Achada e o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada saem à rua, como noutros anos, para cantar e desinquietar com quem se cruzar entre o Largo da Achada e o Largo do Carmo.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.

QUEM QUISER E PUDER AJUDAR A CASA DA ACHADA:

 O PREC NO CAMÕES - 40 anos depois

Leave a Reply