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EDITORIAL – NELSON MANDELA NASCEU HÁ 96 ANOS

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Hoje, Nelson Mandela faria 96 anos. Faleceu em 5 de Dezembro do ano passado, tendo passado na prisão 27 dos seus 95 anos de vida. Desde 2010 que se celebra neste dia o Dia Internacional de Nelson Mandela, após decisão unânime dos 192 países representados na ONU. Terá sido a primeira vez que um Dia Internacional foi dedicado a uma pessoa individual. No site especialmente criado para este dia:

http://www.un.org/en/events/mandeladay/

pode-se ler o seguinte:

“General Assembly resolution A/RES/64/13 recognizes Nelson Mandela’s values and his dedication to the service of humanity, in the fields of conflict resolution, race relations, the promotion and protection of human rights, reconciliation, gender equality and the rights of children and other vulnerable groups, as well as the upliftment of poor and underdeveloped communities. It acknowledges his contribution to the struggle for democracy internationally and the promotion of a culture of peace throughout the world.”

Entretanto, é preciso recordar que os Estados Unidos, pela mão de Ronald Reagan,  colocaram Nelson Mandela e o Congresso Nacional Africano nas suas listas de indivíduos e organizações terroristas na década de 1980, e que só rectificaram essa posição em 2008. 14 anos antes desta última data tinham-se realizado na  África do Sul as primeiras eleições democráticas, participadas por toda a população. E é verdade que, ainda hoje, não é difícil encontrar quem ataque Mandela  e a sua memória. Também é verdade que ninguém consegue agradar a toda a gente, e que ninguém é perfeito. Mandela sabia disso muito bem, e detestava que o quisessem considerar como um ser à parte. Já aqui recordámos essa sua faceta noutro editorial, que poderão encontrar no link abaixo.

Mas o que mais importa assinalar, sobre Nelson Mandela, é que no mundo actual, dilacerado por conflitos intermináveis e de uma crueldade inacreditável, faltam pessoas, em lugares de mando e não só, que partilhem as suas qualidades de inteligência, firmeza, respeito pelos outros, persistência e prudência. É verdade que conflitos como o da Palestina, da Ucrânia ou do Sudão, as questões da União Europeia, os problemas da pobreza e da doença não podem ser resolvidos apenas por simples indivíduos. Contudo é importante ter-se em conta o papel decisivo que Mandela teve no fim do regime do apartheid, e na melhoria das condições de vida do seu país. Este continua longe da perfeição, com certeza. Mas os avanços que teve são inegáveis. Na análise da acção dos políticos, nas escolhas que todos temos de fazer é necessário ter presentes exemplos como Mandela. Quem enfrenta situações tão graves como as acima referidas, só tem a ganhar em compreender como as suas capacidades de negociação, a sua compreensão do mundo e a sua grande generosidade foram importantes para atingir aqueles avanços.

 

http://aviagemdosargonautas.net/2013/12/08/editorial-nelson-mandela-um-grande-homem-que-nao-era-santo/

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