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EDITORIAL – Portugal e a Jihad islâmica

logo editorialTemo-lo dito com frequência – não defendemos o terrorismo como forma de luta política. A violência sobre pessoas inocentes é inaceitável. Ainda que se diga que «ninguém é inocente» –  uma estúpida falácia – que culpa têm as crianças vitimadas por esse criminoso tipo de acção? No entanto, a adesão de Portugal à acção militar contra a Jihad Islâmica, é uma medida errada em todos os aspectos – não houve até agora actos de terrorismo em Portugal. Porque aderimos a esta operação? Por cumplicidade, por subserviência ou por um imperativo moral? Partamos da hipótese mais benigna e falemos então de moral.

Os Estados Unidos praticam o mais odioso dos terrorismos, arvorando-se em polícia do Mundo, arrogam-se o direito de destruir algumas ditaduras, deixando florescer e protegendo outras ditaduras ou «democracias musculadas». Para a Casa Branca há «boas ditaduras» e «más ditaduras». O Irão não tem o direito de ter armas nucleares, mas o minúsculo estado de Israel, tem esse direito…Não seria mais aceitável que os Estados Unidos usassem o seu imenso poderio para acabar de uma vez por todas com um tipo de armas que já se viu ser de consequências incontroláveis e que pode, inclusive, conduzir à extinção da vida sobre o planeta?

A intolerância islâmica, o fanatismo dos islamistas, o terrorismo são a bomba atómica dos pobres. É criminoso e mata inocentes? Claro que é criminoso e mata inocentes. E as trezentas mil pessoas que morreram em Hiroxima e em Nagasáqui eram todas elas culpadas da arrogância e das ambições imperialistas dos senhores da guerra japoneses? Os muçulmanos têm sido espezinhados, espoliados, humilhados… Cria-se o Estado de Israel em território que tinha donos – os Palestinianos. Estes são acantonados em campos de refugiados. Que povo não ficaria enraivecido?

A democracia não se impõe do exterior – ou nasce no interior das sociedades ou não passa de uma prótese. Temos, passados todos estes anos sobre a Revolução Francesa, de reconhecer que nem todos os povos querem ser governados de forma democrática. Obrigar africanos e asiáticos a reger-se por esse sistema, é profundamente antidemocrático. Condenamos o terrorismo. O fanatismo dos islamistas é intolerável. Como ousam querer impor a sua crença, por mais verdadeira que entendam que ela é a outros povos? Os clérigos islamitas são uma caricatura carregada dos padres cristãos da Idade Média. Roger Garaudy, disse «O islamismo é uma doença do Islão, tal como o integrismo é uma doença de todas as religiões.» «O integrismo é a pretensão de se possuir a verdade absoluta e, por conseguinte, de possuir não só o direito mas também o dever de a impor a todos, sem olhar a meios. O primeiro integrismo é o colonialismo ocidental.» É uma boa e correcta explicação.

E Portugal, país periférico  e exposto a retaliações jihadistas, não tem obrigação de ser solidário com o conceito norte-americano de terrorismo. Até porque de Washington, da CIA, do Pentágono, irradia o mais asqueroso terrorismo. Se um dia se descobrir que os falcões americanos e os miseráveis fanáticos islamitas são aliados, ficaremos tudo menos surpreendidos.

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