Seja qual for a posição que um cidadão possa ter em relação à independência da Catalunha (como em relação à independência do País Basco ou da Escócia, ou à reunificação da Irlanda), concordará que é uma obrigação das autoridades e de todas as pessoas conscientes escutar quem se manifesta e procurar compreender as suas razões. A não ser que se esteja à partida subjugado por uma das partes em confronto. Então, no que respeita à comunicação social, será de lhe exigir uma posição de independência e que desenvolva um esforço redobrado de informação para informar o público sobre o que se passa e, mais ainda, sobre as razões dos que tomam posição e se manifestam, de uma maneira ou outra. Ora eis, que lemos no Le Monde, a respeito da nomeação do novo presidente da Radiotelevisão do reino vizinho, algo de profundamente preocupante, e que propomos que também leiam, pelo link seguinte:
Dá-se especial relevo na notícia à censura sobre o que se passa na Catalunha. Num momento em que as tensões crescem, em que o poder central procura impedir os catalães de votar, escudando-se numa Constituição elaborada numa época de transição, em que houve especial preocupação em não conflituar com o passado, ocultar ou menorizar o que se passa, não é apenas ir contra a independência da Catalunha, é ir contra a informação e a liberdade de todos nós, mesmo dos que (uns com mais pena, ou com menos, com certeza) não votam no dia 9 de Novembro.