O que é um País, uma Nação? Não nos parece necessário recorrer às definições etimológicas. Segundo o conceito mais comum, Nação é o conjunto de pessoas que falando o mesmo idioma e pertencendo em geral ao mesmo grupo étnico, compartilham tradições e costumes, pessoas que herdaram uma História, hábitos comuns, uma literatura, música e arte, gastronomia, um amplo substrato cultural comum. Mas há um elemento fundamental – a consciência generalizada da unidade nacional, a convicção entre o povo de que a nação existe. O Estado deve corresponder à vontade colectiva e organizar a nação de modo a que não haja exclusões, sejam elas culturais, religiosas, étnicas, sociais…
Este executivo a que o mau governo de José Sócrates deu acesso trouxe para a ribalta mediática gente que em condições normais a ela não teria acesso. A pobreza intelectual que reina no PSD, espalhou-se como uma mancha de óleo por todos os sectores da vida nacional. O seu líder parlamentar, Luís Montenegro, em entrevista ao DN diz uma coisa óbvia “será difícil os portugueses reconciliarem-se com o PSD e o CDS”. Em declarações de há um ano dizia que “a vida das pessoas está pior, mas o país está muito melhor”. Apanhando a boleia da inacreditável gaffe de António Costa afirma que a vida dos portugueses também “tem melhorado significativamente». Este homem que nos habituámos a ver como um submisso cachorro de um barão do futebol, embrulha-se em conceitos de difícil explicitação. Porque, de facto, a vida de alguns portugueses tem melhorado, mas os portugueses no seu conjunto vivem pior do que quando esta trupe de corruptos, incompetentes e estúpidos, tomou de assalto o poder político. E isso vai dar ensejo a que outra trupe, igualmente corrupta, incompetente e estúpida a substitua. Chamar democracia a esta alternância de estilos de corrupção é o mesmo que chamar Paraíso à Chicago do tempo da lei seca.
Um dos princípios fundamentais da nossa constituição, afirma no seu artigo 1.º que Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária. E, no artigo 2.º: A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.
Este é o país de que falamos. Porém como Manuel Alegre disse e o Luís Cília cantou – há dois países num país. É preciso saber se falamos do escravo ou do senhor.