OS PREGUIÇOSOS PORTUGUESES – por Raúl Iturra

Devem ter transcorrido quase 146 anos da famosa frase de Lincoln como Presidente dos EUA, que diz: «Um

governo do povo, pelo povo e para o povo, consagrado ao princípio de que todos os homens nascem iguais», no seu discurso do 19 de Novembro de 1863, em 19 de Novembro de 1863, na cerimónia de inauguração do Cemitério Militar de Gettysburg, no local onde se tinha dado a batalha do mesmo nome. Acabada a guerra, começava a paz, a solidariedade e a união dos Estados do Norte e do Sul. A guerra tinha sido dura e muitos morreram por causas diferentes e o Presidente estava pesaroso. Com todo, a liberdade da maior parte do povo tinha aparecido para todos, especialmente no Estados do Sul da Nação Norte-americana. A dor do Presidente era grande, como consta em todas as suas biografias e textos sobre ele. Não queria matar concidadãos, mas queria a liberdade de todos eles. A opressão para muitos, no Sul, era pesada, motivo que o levara a defender essa liberdade. De facto, quem começara a guerra, eram os cidadãos escravistas que viviam na opulência do trabalho de outros, os seus escravos trazidos da África ou nascidos dentro do país. Os escravistas queriam manter o trabalho de pessoas que não eram pagas, os que trabalhavam de dia à noite, sem mais direitos que ao descanso e a sua reprodução.

 

Com vontade férrea, profunda fé religiosa e confiança no povo, iniciou uma luta pela liberdade com o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que ganhou, como todos sabemos. O problema aparece com a igualdade. Os Sulistas queriam manter a escravidão, Lincoln conseguiu a liberdade e trabalho para todos e fez do país uma Nação industrializada, na que todos tinham trabalho ou, pelo menos, troços de terra para semear as suas hortaliças para a Nação em que todos eram iguais. Manteve em paz os impostos, no retirou bens de ninguém, bem ao contrario, a industrialização deu ocupação a todos conforme os seus planos de fazer do país uma soberania livre y muito atarefada.

 

Lamento imenso que o nosso país não tenha esse esplendor retirado de pessoas que nem sabiam descansar, para ganhar o seu dinheiro e alimentar a sua liberdade. Os Estados do Norte instalaram fábricas de transformação de aço em barcos, árvores para criar madeira e construir casas para os sem-abrigo, como resultado da sua liberdade. As Universidades cresceram em quantidade e saber, por causa de ter que se trabalhar as terras do Sul com novas aprendizagens de novas profissões, como a de Engenheiro Agrícola, Florestares, Químicos para os adubos, médicos para tratar a moleza de marmota para curar aos que nunca antes tinham trabalhados, subsidiado pelo Governo e os derivados da Ciência Médica para curar doenças do coração e osteoporoses, que aparecem quando, quem nunca trabalhou, deve empregar o seu corpo para trabalhos de produção e obter lucro. A Economia foi a mais triunfalista: havia contas para fazer dos novos investimentos.

 

Lamento imenso que a nossa democracia, que não para de trabalhar, seja tildada de marmota ou preguiçosa. O que Lincoln nunca fez, foi rebaixar ordenados, taxar os produtos, bem ao contrário, nasceu a ideia de premiar ao melhor trabalhador.

 

A democracia não cancela a soberania nacional ou individual. A liberdade e igualdade, não arrebanha punições que obriguem a trabalhar. O povo trabalha como a sua necessidade de mais-valia. Os impostos são pagos pela riqueza exuberante que deve contribuir ao bem da Nação.

 

Fiquei lastimado de ser denominado preguiçoso. Fiquei ferido de pensar que os divertimentos sãos do povo, poucos ao longo do ano, fossem arrebatados por quem nos representa na gestão da Nação. Nunca pensei que um homem de alto cargo, convidara ao exílio para ir a trabalhar en outros países. Lincoln apenas queria a todo o povo unido e no lar do Estado. Foi assim que Lincoln fez e a Nação prosperou. 

 

Lamento imenso que a minha pátria seja considerada preguiçosa. Sabe-se bem que quem não trabalha, não ganha a vida e o país vai em baixo pelas falências económicas e geográficas que fazem de nós um povo de pobres e pedintes. Bem como nunca passou pela minha cabeça que um homem digno e os seus apoiantes, pensarem tão mal de nós.

 

Não perdoo. Não consigo. Portugal nunca foi um país de marmotas, bem ao contrário: a falta de riqueza obriga a trabalhar duplamente, até em trabalhos diferentes em horas espaçadas, como a agricultura e a indústria. Estou certo que quem assim falou, deve dar uma explicação e a dará ou deve demitir-se do seu cargo, porque não presta, nem ele nem a sua coalizão. Se Lincoln for vivo, outro galo cantava…Mas Obama faz esse papel e traz a paz ao mundo, como o nosso perdão por sermos denominados marmotas, a traz a nossa Nação.

 

Raúl Iturra, Dias prévios ao de São Valentim o do amor pessoal e pátrio.

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