O RACISMO ESTÁ A FERVER por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mimPor acaso estamos no nosso Natal e, por isso, a reflexão sobre algumas injustiças sociais são mais visíveis. O Natal significa paz e esperança, mas o que vemos nos écrans dos televisores abala essa nossa desejada paz e a esperança de que as sociedades se esforcem para viver com mais sensibilidade todas as nossas diferenças.

O racismo nos Estados Unidos da América está a ferver e a queimar a pele dos diferentes da maioria. Vários pretos juntos são acossados pela Polícia Branca que mata, sem hesitar, aquele que lhes estava mais próximo e que tinha uma arma. Por acaso o Polícia Branco não tinha uma arma na mão para disparar?

Não era só um preto, era um grupo que iria fazer distúrbios. Por acaso os Polícias brancos não eram também um grupo, treinado para estabelecer a ordem pública, ou quantas vezes, para a perturbar, através, não da tolerância, mas da força que quase sempre se transforma em morte?

Parece que estamos a ver renascer e crescer uma guerra entre brancos e pretos, ou seja, ao racismo. Muitos pretos e brancos são anti racistas e vêm para a rua manifestar-se contra esta violência, mas o que encontram é mais violência.

A USA nasceu de actos de violência entre brancos, pretos, índios…é uma nação que nasceu contra os outros.

Hoje em dia, é uma nação que se considera a mais poderosa do mundo e, por isso, continua a lutar contra os outros, muitas vezes em nome dos Direitos Humanos, enquanto tortura e mata, nas suas cadeias os presos de guerra. Que mata na rua, que tem um sistema nacional de saúde profundamente discriminatório.

A USA quer ser o exemplo da defesa da Liberdade e dos Direitos Humanos. E Guantánamo?

Como tratam as minorias étnicas que vivem nessa “nação das oportunidades”?

Não se pode negar que muitas pessoas das minorias têm tido acesso a ”cargos” importantes, nomeadamente, políticos. Mas isso não pode fazer com que essas pessoas permitam também o racismo porque têm também algum poder.O racismo surge sempre em que há uma posição de desigualdade e de poder. O racismo não se limita a reprimir só pela cor da pele de cada um, mas também pelas condições de vida.

bia 27.12

 

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